Senador Flávio Bolsonaro afirma que esquema de irregularidades na Previdência envolveu atuação direta no gabinete presidencial por meio de intermediários e negócios em ministérios.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez duras declarações ao afirmar que as investigações sobre fraudes e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançaram o centro do poder Executivo federal. Em entrevista concedida à rádio Itatiaia nesta terça-feira, 18, o parlamentar sustentou que a estrutura de desvios atingiu diretamente as dependências do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelecendo conexões com figuras do círculo próximo ao mandatário petista.
Durante a sua manifestação, o senador apontou nominalmente o filho do chefe do Executivo, Fábio Luís da Silva, conhecido popularmente como Lulinha, além do ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, apelidado de Marcola. De acordo com as declarações de Flávio Bolsonaro, o filho do mandatário teria recorrido ao peso político e à influência do pai para avançar e intermediar negócios em pastas da Esplanada, com destaque para tratativas no Ministério da Saúde.
As acusações ganharam contornos ainda mais graves quando o parlamentar descreveu a dinâmica interna que supostamente operava no Palácio do Planalto. Segundo Flávio, Marcola exercia o papel de articulador e facilitador de acessos ao coração do governo. “A corrupção do INSS chegou dentro do gabinete do Lula, por intermédio do Marcola. O Lula também tem o seu Marcola”, declarou o senador, criticando veementemente o uso da máquina pública em benefício de interesses privados e familiares.
O senador também fez questão de enfatizar o impacto moral e social dos desvios na autarquia previdenciária, lembrando que a Previdência Social administra os recursos destinados aos cidadãos mais vulneráveis do país. Ao repercutir suas declarações nas redes sociais, ele ressaltou que as fraudes atingem diretamente os aposentados que dependem de seus benefícios para itens básicos, como medicamentos essenciais e contas de subsistência. Flávio classificou ainda como “vexaminoso” e “constrangedor” o relato de que a lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, teria comprado joias para o ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro.
O que esta em jogo: A denúncia sobre irregularidades no INSS ganha repercussão política central ao atingir o gabinete presidencial e familiares diretos do Executivo. O caso reacende o debate sobre o controle ético, a governança e a blindagem das instituições públicas contra o tráfico de influência. Além do impacto institucional imediato, o episódio reforça a polarização política em Brasília e coloca o rigor da fiscalização dos recursos da Previdência Social no centro das atenções nacionais.
Com informacoes de revistaoeste.com.