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R$ 2,2 bilhões esperam por resgate: 1,7 milhão de clientes ainda não buscaram valores do FGC após liquidação de bancos

Milhões de clientes de bancos como Master, Letsbank, Will Bank e Pleno ainda não resgataram R$ 2,2 bilhões garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destacando a importância de compreender as coberturas e os procedimentos para reaver esses valores.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 23h04· 3 min de leitura
R$ 2,2 bilhões esperam por resgate: 1,7 milhão de clientes ainda não buscaram valores do FGC após liquidação de bancos
Foto: Reprodução/ Redes sociais

A liquidação de instituições financeiras como o Banco Master, Letsbank, Will Bank e Pleno pelo Banco Central, entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano, deixou um saldo expressivo de recursos à espera de seus legítimos donos. Cerca de 1,7 milhão de clientes e investidores ainda não resgataram aproximadamente R$ 2,2 bilhões garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mesmo após a maior parte dos pagamentos já ter sido efetuada, somando quase R$ 50 bilhões para 2,5 milhões de clientes, conforme informações do jornal O Estado de S.Paulo.

O cenário mais desafiador para o resgate é observado no Will Bank, onde apenas 20% dos clientes com até R$ 1 mil a receber efetuaram o pedido de pagamento. Além disso, 60,5 mil credores com valores superiores a R$ 1 mil ainda aguardam o ressarcimento. Em contraste, outras instituições como o Banco Master (com 66 mil credores pendentes), Banco Pleno (23 mil) e Letsbank (6 mil) já tiveram pelo menos 65% das garantias devidas pagas pelo FGC, indicando uma disparidade na adesão ao processo de resgate entre os diferentes conglomerados.

O FGC é um mecanismo crucial de proteção para o sistema financeiro, garantindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição ou conglomerado financeiro, com um limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Essa garantia abrange diversas aplicações, como conta corrente, poupança, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, Letras de Câmbio e Hipotecárias, e, em situações específicas, Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs). Compreender o alcance dessa cobertura é fundamental para investidores e correntistas, especialmente em momentos de instabilidade no mercado.

É importante ressaltar que nem todas as aplicações são cobertas pelo FGC. Fundos de investimento, ações, debêntures, CRIs, CRAs, ETFs, títulos do Tesouro Direto e COEs estão fora dessa proteção. Além disso, a regra de consolidação por conglomerado financeiro é vital: clientes que já atingiram o limite de R$ 250 mil em aplicações no Master e Letsbank não terão novos valores a receber do Will Bank, pois estas instituições pertencem ao mesmo grupo. Para investimentos realizados até 31 de agosto de 2024, a garantia é por instituição; a partir de 1º de setembro de 2024, o limite passa a ser consolidado para todo o conglomerado Master.

Para solicitar o ressarcimento, pessoas físicas devem utilizar o aplicativo do FGC, disponível para Android e iPhone, realizando cadastro de conta bancária, validação de identidade por biometria e envio de documentos. A exceção são clientes do Will Bank com até R$ 1 mil, que devem solicitar diretamente pelo aplicativo da própria instituição. Pessoas jurídicas devem usar o Portal do Investidor do FGC. A agilidade no processo é crucial para reaver os valores, evitando que permaneçam esquecidos, como os bilhões ainda pendentes.

O que está em jogo: A não retirada desses valores expõe a necessidade de maior conscientização sobre os direitos e procedimentos de resgate do FGC, fundamental para a segurança dos investidores e a confiança no sistema financeiro em face de liquidações bancárias.

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