Em meio a confrontos com Teerã, Donald Trump divulga imagem que rotula hidrovia estratégica do Golfo Pérsico como território norte-americano e sustenta bloqueio naval.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão geopolítica sobre o regime de Teerã ao publicar em suas redes sociais uma imagem classificando o Estreito de Ormuz como “Novo Território dos EUA”. A postagem, divulgada na plataforma Truth Social e replicada em perfis oficiais da Casa Branca, exibe a rota marítima estratégica, localizada entre o Irã e Omã na entrada do Golfo Pérsico, demarcada com um círculo e acompanhada pelo rótulo territorial.
A manifestação digital ocorreu logo após o líder norte-americano declarar a repórteres no Salão Oval que a ideia de incorporar formalmente a hidrovia era excelente. “Quero dizer que nós o controlamos”, afirmou Trump aos jornalistas, completando: “Nós o controlamos com o bloqueio, e gosto da ideia de declará-lo um território”. Dias antes, em evento em Nova York, o presidente já havia sinalizado a diretriz, antecipando que, após derrotar o Irã, pretendia oficializar o estreito sob controle dos EUA.
A resposta das autoridades iranianas veio de forma contundente por meio do vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kazem Gharibabadi. Em réplica pública, o representante diplomático rebateu a postura de Washington: “Em breve, sua ilusão a respeito do Estreito de Ormuz será corrigida, ou nós corrigiremos as ilusões desse iludido”. O entrevero retórico reflete a tensão no corredor marítimo, historicamente um dos canais mais vitais do comércio internacional de energia.
Apesar do bloqueio anunciado por Washington e das alegações de Trump de que o estreito estaria aberto e operacional após a remoção e detonação de minas aquáticas, especialistas apontam que nenhum dos governos detém controle absoluto sobre a passagem. O canal havia sido efetivamente fechado por Teerã no final de fevereiro com o início dos combates diretos, gerando severos entraves para o fornecimento global de combustíveis e a estabilidade da navegação comercial.
Juridicamente, analistas apontam que a ordem internacional e os tratados vigentes, a exemplo da Carta das Nações Unidas, vedam a apropriação territorial unilateral mediante uso da força e asseguram a integridade soberana das nações. Ao mesmo tempo, Trump descartou a realização de qualquer negociação em curso ou agendada com as autoridades de Teerã, reiterando a manutenção irrestrita das operações militares no local.
O que esta em jogo: A segurança do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz é um dos pilares do mercado energético global e da estabilidade financeira internacional. A livre navegação e a dissuasão contra regimes hostis são cruciais para a defesa da liberdade econômica global, enquanto a escalada militar direta entre Washington e o Irã eleva as preocupações sobre o custo de fretes, o preço dos combustíveis e a soberania estratégica de rotas comerciais indispensáveis para o Ocidente.
Com informacoes de revistaoeste.com.