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Greve de ônibus no Rio persiste: negociações no TRT-1 e apelo por transportes alternativos marcam segundo dia de caos

Passageiros do Rio de Janeiro enfrentam o segundo dia consecutivo de transtornos com a greve de motoristas de ônibus, que reivindicam melhores salários e condições de trabalho. Uma audiência de mediação crucial acontece no TRT-1 na tentativa de resolver o impasse que afeta milhares.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/06/2026 às 11h04· 2 min de leitura
Greve de ônibus no Rio persiste: negociações no TRT-1 e apelo por transportes alternativos marcam segundo dia de caos
Foto: Reprodução/TV Globo

A população do Rio de Janeiro encarou, nesta terça-feira, o segundo dia de severos transtornos na mobilidade urbana, em decorrência da greve de motoristas de ônibus. A paralisação, que teve início na segunda-feira, dia 29, provocou uma redução significativa na frota de coletivos, resultando em pontos de ônibus superlotados e longas esperas, apesar de um ligeiro aumento no número de veículos em circulação em comparação ao dia anterior.

As reivindicações da categoria são claras e focam na melhoria das condições salariais e de trabalho. Os rodoviários pleiteiam um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para os condutores de ônibus articulados. Além disso, exigem aumento no vale-alimentação e a adoção de uma jornada de trabalho na escala 5×2. A intransigência, até o momento, das empresas em apresentar uma contraproposta tem prolongado o impasse.

Em meio ao caos, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Centro de Operações de Resiliência, recomendou que a população priorize outros modais de transporte, como metrô, trens e barcas. As concessionárias de transporte alternativo, como Mobi-Rio e TrensRJ, informaram reforços em suas operações, com a Mobi-Rio aumentando a frota do BRT em 26% e a TrensRJ adicionando 30 viagens extras, na tentativa de mitigar o impacto da greve.

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) desempenha um papel central na busca por uma solução. O tribunal, no sábado, reconheceu a legalidade da greve, mas impôs a circulação de pelo menos 50% da frota de cada linha, sob pena de multa diária de R$ 50 mil para ambos os sindicatos envolvidos em caso de descumprimento. A desembargadora Maria Helena Motta também proibiu a contratação de motoristas temporários e a demissão de grevistas.

Nesta terça-feira, as expectativas se voltaram para uma audiência de mediação marcada para as 11h no TRT-1, reunindo rodoviários e empresários. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, enfatizou que a paralisação será mantida até que haja um desfecho na reunião. Paralelamente, uma assembleia da categoria foi convocada para as 11h30, em frente ao tribunal, sinalizando a mobilização e a determinação dos trabalhadores em prosseguir com suas demandas.

O que está em jogo: A continuidade da greve de ônibus no Rio de Janeiro representa um desafio significativo para a mobilidade urbana e a economia local, exigindo uma resolução rápida para minimizar os impactos sobre a vida de milhares de cidadãos e trabalhadores, enquanto se equilibram as demandas dos rodoviários e a sustentabilidade das empresas de transporte.

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