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TSE manda Instagram apagar vídeo contra Flávio Bolsonaro

Nunes Marques deu prazo de 24 horas para remoção de conteúdo que ligava senador ao Banco Master e determinou identificação de perfil.

Por Redação Ponto FixoPublicado 23/09/2026 às 07h02· 3 min de leitura
TSE manda Instagram apagar vídeo contra Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a rede social Instagram remova, no prazo de 24 horas, um vídeo veiculado pelo perfil @lulapelaverdade. A gravação associava indevidamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo aportes do fundo previdenciário Rioprevidência no Banco Master e o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido de remoção partiu formalmente do Partido Liberal (PL).

A decisão judicial estabelece um limite claro para o embate na arena digital ao apontar que a peça extrapolou os limites legítimos da crítica política. Segundo o ministro, imputar condutas criminosas a figuras públicas sem o devido respaldo fático e probatório causa dano direto à reputação e à honra de quem disputa ou pretende disputar cargos eletivos perante os cidadãos. Nunes Marques destacou textualmente que “a associação do nome do pré-candidato a pessoas investigadas ou a fatos criminosos, sem comprovação concreta, possui aptidão para atingir sua honra e imagem perante o eleitorado”.

Alcance da ordem e identificação de dados

O despacho de Nunes Marques não se limita ao link original. A ordem exige que a plataforma digital exclua replicações, espelhamentos e eventuais edições do material criadas para burlar os algoritmos de moderação de conteúdo, sob risco de aplicação de multa pelo descumprimento. Além da retirada imediata do material em até 24 horas, a Meta, controladora do Instagram, terá de fornecer os registros de acesso (IPs) e os dados cadastrais da conta anônima que publicou a acusação, permitindo a citação formal dos responsáveis no processo para que apresentem defesa perante a Justiça Eleitoral.

No tabuleiro político, a concessão da liminar beneficia diretamente o grupo político ligado a Flávio Bolsonaro, freando a disseminação de narrativas difamatórias no ambiente virtual em período que antecede disputas eleitorais. Em contrapartida, perdem perfis que operam de forma anônima ou na fronteira da desinformação para desestabilizar adversários. O histórico recente da Justiça Eleitoral mostra uma vigilância crescente sobre acusações sem base documental, buscando evitar que a disputa democrática seja contaminada por ilações desprovidas de elementos judiciais.

Trâmites futuros no plenário da Corte

Por se tratar de uma decisão liminar proferida monocraticamente, o caso ainda terá desdobramentos regimentais. O ministro Nunes Marques determinou que a medida seja submetida à apreciação do plenário do TSE, onde os demais ministros votarão para referendar ou não a determinação. O que ainda não se sabe é a identidade real de quem financia ou administra a conta @lulapelaverdade, dado que depende das informações técnicas a serem entregues pela plataforma, bem como o valor da penalidade financeira que poderá ser imposta caso haja reincidência ou atraso na exclusão das postagens.

O que está em jogo: a eficácia dos mecanismos de responsabilização rápida das redes sociais diante de ataques à honra no TSE, cabendo acompanhar a entrega dos registros da conta @lulapelaverdade pelo Instagram nas próximas 24 horas e a subsequente votação da liminar de Nunes Marques no plenário do tribunal.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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