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Toffoli atinge 79% de rejeição em meio à crise no STF

Pesquisa AtlasIntel aponta desconfiança recorde no STF, com Dias Toffoli liderando a rejeição e 61% da população sem confiar na Corte.

Por Redação Ponto FixoPublicado 23/09/2026 às 09h02· 2 min de leitura
Toffoli atinge 79% de rejeição em meio à crise no STF
Foto: Rosinei Coutinho

A percepção pública sobre a mais alta instância do Judiciário brasileiro atingiu novos patamares de desgaste. Segundo levantamento do instituto AtlasIntel em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, divulgado em 22 de setembro de 2026, o ministro Dias Toffoli desponta como o magistrado com a maior taxa de rejeição no Supremo Tribunal Federal (STF), alcançando expressivos 79%. O resultado reflete um momento de forte escrutínio sobre as decisões e a conduta dos integrantes da Corte máxima do país.

Rejeição generalizada atinge ministros da Corte

O índice negativo atribuído a Dias Toffoli não é um caso isolado, embora seja o mais acentuado. Outros membros proeminentes do tribunal também enfrentam forte reprovação popular: Kassio Nunes Marques registra 63% de rejeição, enquanto Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes aparecem empatados com 59% de desaprovação cada um. Na sequência, o ministro Edson Fachin figura com 54% de avaliação negativa entre os entrevistados.

Em contraste relativo com o restante do colegiado, André Mendonça e Cármen Lúcia apresentaram as maiores taxas de imagem positiva, somando 47% cada. Contudo, o cenário ainda impõe desafios: Mendonça enfrenta 48% de rejeição, enquanto Cármen Lúcia marca 38%, tornando-se a única integrante entre os dez ministros avaliados a registrar uma taxa de aprovação superior à de rejeição.

Crise institucional e desconfiança crescente no tribunal

O desgaste individual dos magistrados reverbera diretamente na imagem institucional da Corte. De acordo com a pesquisa, 61% dos cidadãos afirmam categoricamente que não confiam no trabalho desempenhado pelo STF nem em seus ministros. Aqueles que dizem confiar somam 27,8%, enquanto 11,1% não souberam responder. O quadro evidencia uma deterioração acelerada: em agosto de 2025, a desconfiança era de 51,3%, o que representa um salto de quase dez pontos porcentuais em cerca de um ano.

Esse ambiente de crescente desconfiança coincide com desdobramentos recentes que colocaram o tribunal no centro do noticiário investigativo, como os desdobramentos ligados ao caso Banco Master e as menções a magistrados em relatórios da Polícia Federal. Contudo, ainda não se sabe qual será o alcance institucional dessas apurações em andamento nem se haverá medidas formais de fiscalização ou mudanças de postura interna para conter o distanciamento entre as decisões do colegiado e o anseio da sociedade por transparência.

O que está em jogo: o avanço da desconfiança popular para 61% corrói a autoridade moral e a legitimidade das decisões do STF perante a sociedade civil. Resta observar se o Senado Federal adotará mecanismos mais rigorosos de controle sobre os magistrados e se os novos desdobramentos das apurações da Polícia Federal sobre o caso Banco Master provocarão novas oscilações na avaliação pública de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes nos próximos meses.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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