Disputa em Rondônia reúne dez nomes para duas vagas no Senado em 2026. Conheça os concorrentes, trajetórias políticas e patrimônios declarados.

A corrida eleitoral para a renovação de dois terços do Senado Federal em 2026 ganha contornos acirrados em Rondônia, onde dez postulantes oficializaram candidaturas para disputar as duas cadeiras disponíveis no pleito de 4 de outubro. Em uma eleição onde cada cidadão vota em dois nomes distintos, o cenário rondoniense coloca em rota de colisão lideranças consolidadas, nomes da bancada federal na Câmara e estreantes que buscam espaço na Casa Alta para mandatos de oito anos.
Entre as figuras com histórico legislativo expressivo, desponta o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), que atuou no Senado entre 2009 e 2023 após sua eleição em 2014, tendo concorrido anteriormente ao governo em 2018 e registrado patrimônio declarado de R$ 14.979.953,33 — o maior valor entre os postulantes ao posto. No campo governista e da centro-direita, despontam deputados com grande tração eleitoral recente: Dr. Fernando Máximo (PL), eleito em 2022 com 85.604 votos e ex-secretário de Saúde, e a deputada Sílvia Cristina (PP), reeleita em 2022 com 65.012 votos e ex-vereadora de Ji-Paraná. Soma-se ao grupo a médica Mariana Carvalho (Republicanos), ex-deputada federal que somou 263.559 votos ao concorrer à vaga única do Senado em 2022 e chegou ao segundo turno municipal de Porto Velho em 2024.
Composição partidária e perfis na disputa
A correlação de forças políticas divide-se em alianças estratégicas e chapas puras. O Partido Liberal também registrou o administrador Bruno Scheid (patrimônio de R$ 1.125.641,24), integrando a coligação com Podemos, Novo e Mobiliza ao lado de Dr. Fernando Máximo (R$ 2.900.071,44). Por sua vez, Mariana Carvalho (R$ 3.663.447,56) e Sílvia Cristina (R$ 1.372.191,69) compõem a chapa “Rondônia com a Força do Trabalho e da União”, que reúne Republicanos e a Federação União Progressista.
Na centro-esquerda e esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) lançou a jornalista Luciana Oliveira (PT, Daniela Maidana da Silva) e Aires Mota (PV), enquanto o PSB concorre sem aliança formal com a historiadora Neidinha (Ivaneide Bandeira Cardozo). O quadro de postulantes é completado por nomes que buscam inserção direta no Legislativo federal: o administrador Luis Fernando (PSD), que ocupou a Secretaria de Estado de Finanças de 2019 a 2026 e declarou R$ 2.483.577,36, e o empresário Engenheiro Thulio, lançado pelo partido Missão com R$ 40 mil em bens declarados.
O que as urnas definirão em outubro
O desenho eleitoral beneficia legendas e candidatos com estruturas organizadas pelo interior rondoniense e forte capilaridade regional, ao mesmo tempo em que pulveriza a preferência popular entre diferentes projetos de representação. Resta observar como a divisão de votos nas coligações com mais de um concorrente de peso afetará a capacidade de cada grupo de emplacar suas duplas de bancada, dado que ainda não se sabe a extensão do impacto que a concorrência direta entre aliados exercerá na soma final das urnas.
O que está em jogo: a composição de dois terços da representação de Rondônia no Senado a partir do resultado oficial de 4 de outubro de 2026, definindo se nomes como Dr. Fernando Máximo, Sílvia Cristina e Mariana Carvalho consolidarão a hegemonia da centro-direita no Estado ou se o ex-senador Acir Gurgacz e novos quadros partidários conseguirão retornar à Casa para mandatos até 2035.
Com informacoes de revistaoeste.com.