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PF flagra envelopes com projetos de lei de ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Ciro Nogueira antes de emenda do Banco Master

A Polícia Federal identificou a troca de documentos com projetos de lei entre Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira, levantando questões sobre os interesses por trás da futura 'emenda Master'.

Por Wladimir BorsatoPublicado 17/06/2026 às 09h02· 2 min de leitura
PF flagra envelopes com projetos de lei de ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Ciro Nogueira antes de emenda do Banco Master
Foto: Reprodução automática pausada

A Polícia Federal (PF) revelou a troca de envelopes contendo minutas de projetos de lei entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A descoberta precede a apresentação da polêmica ‘emenda Master’, que beneficiaria o Banco Master em agosto de 2024, intensificando o escrutínio sobre a relação entre o parlamentar e o empresário.

Em novembro de 2023, Vorcaro teria enviado dois projetos de seu interesse a Nogueira. Em um episódio notável, a PF registrou que documentos inicialmente acondicionados em um envelope com a logomarca do banco foram trocados por outro sem identificação a tempo da entrega no Senado. Mensagens de texto mostram Vorcaro instruindo seu motorista, Sidney, a retornar e substituir a embalagem, evidenciando uma preocupação com a discrição.

As investigações, que incluem mensagens, diálogos e fotos dos envelopes, ainda não detalham as contrapartidas específicas ou os interesses mútuos nos projetos. No entanto, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou pública a representação que aponta que os projetos versavam sobre energia limpa e transição energética — setor que, segundo a PF, coincide com empresas de fachada supostamente usadas para pagar uma “mesada” a Ciro Nogueira.

Entre os textos, figuravam o PL nº 412/2022, que criava o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa e foi incorporado a outra proposta em dezembro de 2024, e o PL nº 5.174/2023, que instituía o Programa de Aceleração da Transição Energética e foi absorvido por uma lei em 2025. A PF destaca ainda a “emenda Master” de 2024, que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, considerada pela polícia como contrapartida a pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de despesas de luxo, custeados pelo banqueiro.

O que está em jogo: A revelação da PF sobre a troca de documentos e projetos de lei levanta sérias questões sobre a influência indevida no processo legislativo e a integridade de parlamentares, com implicações diretas para a confiança pública nas instituições e o combate à corrupção.

Com informacoes de fonte, fonte.

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Wladimir Borsato é o editor responsável pelo Ponto Fixo, portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia. Sediado em Tupã (SP).
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