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Metadados revelam edição de Alexandre de Moraes em contrato milionário do Banco Master e inflamam oposição no Senado

Mensagens apreendidas e registros digitais apontam interferência do ministro Alexandre de Moraes em contrato de R$ 131,2 milhões e pedidos de ajuda de banqueiro investigado.

Por Redação Ponto FixoPublicado 01/09/2026 às 14h02· 3 min de leitura
Metadados revelam edição de Alexandre de Moraes em contrato milionário do Banco Master e inflamam oposição no Senado
Foto: Marcelo Camargo / Wikimedia

A revelação de trocas de mensagens e registros digitais envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro gerou forte reação no Senado Federal. Os diálogos indicam que Vorcaro buscava apoio do magistrado para tentar frear investigações conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero, além de demonstrar que o empresário condicionava suas decisões jurídicas às orientações de Moraes, com pedidos diretos para que autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fossem acionados.

O caso ganhou contornos ainda mais graves com a divulgação de metadados referentes a um vultoso contrato de R$ 131,2 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A perícia documental aponta que uma das versões do arquivo foi aberta e modificada às 23h04 do dia 15 de janeiro de 2024 por um usuário identificado no sistema como “Ministro Alexandre de Moraes”. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 3 milhões líquidos ao longo de 36 parcelas, totalizando com impostos o montante de R$ 131,27 milhões, dos quais R$ 80,2 milhões já teriam sido transferidos em 22 repasses entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, segundo dados enviados à CPI do Crime Organizado.

Diante dos fatos, parlamentares de oposição intensificaram as cobranças por providências institucionais. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) classificou a situação como uma “bomba” e defendeu que Moraes solicite afastamento do cargo até a conclusão das apurações, ressaltando que as instituições precisam ser preservadas. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou uma representação formal ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e enfatizou que o parlamento não pode mais ignorar denúncias dessa magnitude. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) reforçou que fatos tão graves não podem ser varridos para baixo do tapete.

Em resposta aos questionamentos da imprensa, o escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro teve acesso à minuta contratual. A banca justificou que a consulta a Alexandre de Moraes ocorreu a pedido do setor de compliance com o objetivo exclusivo de verificar se havia algum impedimento ético ou legal para a contratação, sustentando que não foram identificados óbices e que os serviços pactuados não incluíam representação judicial perante o Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores de Brasília, contudo, a oposição articula a apresentação de um novo pedido de impeachment para aumentar a pressão política sobre a cúpula do Senado. Interlocutores apontam que, embora o cenário para a abertura formal de um processo de destituição enfrente resistências políticas na Casa, a gravidade dos registros técnicos e das mensagens tornará insustentável a inércia dos órgãos fiscalizadores diante do clamor por transparência e integridade pública.

O que esta em jogo: A exposição de relações diretas entre membros da mais alta Corte do Judiciário e agentes do setor financeiro sob investigação policial aprofunda a crise de credibilidade das instituições brasileiras. Para além do debate jurídico sobre impedimentos funcionais, o caso reacende discussões urgentes sobre os limites éticos, a separação de poderes, o dever de impessoalidade e a necessidade de mecanismos mais rigorosos de controle externo no STF.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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