Ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes defende reciprocidade comercial contra a União Europeia, que cortará a compra de carnes brasileiras por supostas falhas sanitárias e ambientais.

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), defendeu publicamente a suspensão imediata da compra de produtos originários da União Europeia (UE) pelo Brasil. A manifestação de Mendes, feita em vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira, 17, surge como resposta à decisão europeia de excluir o Brasil da lista de exportadores de alimentos, alegando problemas no controle de antibióticos e padrões ambientais.
A medida da UE, que entra em vigor em 3 de setembro deste ano, pode gerar um prejuízo anual de US$ 1,8 bilhão para os pecuaristas brasileiros, caso o governo federal não consiga reverter a barreira comercial. Mendes cobrou do Palácio do Planalto a aplicação da Lei da Reciprocidade para proteger o setor agropecuário nacional.
Em sua declaração, o ex-governador de Mato Grosso refutou os argumentos sanitários e ambientais da UE, classificando a postura das autoridades europeias como “hipocrisia ambiental”. Ele ressaltou que Mato Grosso possui o selo de território livre de febre aftosa sem vacinação, sendo uma referência global em segurança sanitária. “Os produtores deles não conseguem competir com a qualidade e a eficiência dos nossos”, afirmou Mendes.
Apesar da restrição, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que o impacto nos preços para o consumidor brasileiro deve ser mínimo, visto que as empresas nacionais conseguem redirecionar os estoques para outros mercados, como China e Estados Unidos, que são os maiores compradores. A UE ocupa apenas o quarto lugar no ranking de importações do setor. A medida da UE ameaça o envio de 128 mil toneladas de proteína vermelha, além de contratos de exportação de aves, ovos, mel, peixes e cavalos.
O que esta em jogo: A disputa comercial com a União Europeia pode forçar o governo brasileiro a adotar uma postura mais assertiva na defesa de seus produtos agrícolas, impactando as relações diplomáticas e econômicas com o bloco europeu.
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