Empresário une forças à campanha do PL a cinco dias da eleição e vai atuar no plano de governo focado em empreendedorismo e renda.

A reta final da corrida presidencial ganhou um movimento estratégico na consolidação do eleitorado liberal e conservador. O empresário Pablo Marçal declarou formalmente apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto nesta terça-feira, 29. A aliança foi selada durante um encontro na capital paulista, nas instalações da associação Alliance Jiu-Jitsu, restando apenas cinco dias para a realização do primeiro turno eleitoral. O movimento visa unificar forças na reta decisiva da disputa nacional.
Pelo acordo firmado entre as lideranças, Marçal passa a colaborar de maneira ativa na estruturação do plano de governo de Flávio, com foco direcionado a duas pautas centrais da agenda de liberdade econômica: o fomento ao empreendedorismo e a aceleração da mobilidade social. Segundo o candidato do PL, o alinhamento reflete a urgência de reduzir amarras estatais para ampliar a autonomia financeira das famílias brasileiras e incentivar a livre iniciativa como motor de geração de renda, buscando atrair todos os que pretendem “vestir a camisa do Brasil”.
Aliança programática pelo livre mercado
O movimento ocorre após uma série de entraves jurídicos que retiraram Marçal da corrida eleitoral. Lançado inicialmente pelo PRTB, o empresário teve o registro de candidatura indeferido por decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 11 de setembro. A Corte Eleitoral identificou irregularidades no prazo legal de filiação partidária — apontando que ele ainda constava nos quadros do União Brasil — somadas a uma inelegibilidade decorrente da disputa municipal de 2024, válida até 2032. Diante do veto judicial, a chapa do PRTB foi reorganizada, promovendo Leonardo Avalanche à cabeça de chapa e Silvia Hellen ao posto de vice.
No tabuleiro político, a adesão de Marçal fortalece o palanque de Flávio Bolsonaro, que busca capturar a totalidade dos votos do campo conservador e evitar a dispersão de eleitores em alternativas fragmentadas. Por outro lado, a costura política deixa em evidência a pressão sobre outros concorrentes do mesmo espectro ideológico. Marçal chegou a sinalizar que mais um presidenciável pode migrar votos para a campanha do PL ainda nesta semana, em referência direta aos bastidores que cercavam Romeu Zema. O ex-governador de Minas Gerais, no entanto, optou por manter sua postulação pelo Novo até o pleito de 4 de outubro, resistindo a apelos por uma união antecipada.
Próximos passos e indefinições na reta final
Apesar do anúncio de peso, restam interrogações sobre o alcance prático dessa transferência de votos a poucos dias da abertura das urnas. Ainda não se sabe a extensão do impacto que a figura de Marçal terá na conversão de indecisos nem se haverá tempo hábil para que suas diretrizes econômicas sejam amplamente absorvidas e divulgadas pela propaganda oficial do PL antes do encerramento da campanha.
O que está em jogo: a capacidade de Flávio Bolsonaro de concentrar o eleitorado de direita e centro-direita já no primeiro turno de 4 de outubro, testando se o capital político de Pablo Marçal consegue neutralizar candidaturas avulsas como a de Romeu Zema e a chapa residual do PRTB liderada por Leonardo Avalanche.
Com informacoes de revistaoeste.com.