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Douglas Ruas pode vencer no 1º turno após decisão do TSE

TSE anula votos de Garotinho no RJ, abrindo caminho para Douglas Ruas superar 50% dos válidos e liquidar a eleição estadual.

Por Redação Ponto FixoPublicado 08/10/2026 às 17h02· 3 min de leitura
Douglas Ruas pode vencer no 1º turno após decisão do TSE
Foto: Alex Ramos

O cenário da disputa pelo Palácio Guanabara ganhou contornos decisivos nesta quinta-feira, 8. O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), manifestou pública confiança na Justiça Eleitoral após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formar maioria para rejeitar o recurso de Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão colegiada confirmou o indeferimento do registro de Garotinho e determinou a anulação formal de todos os votos recebidos por ele no primeiro turno. Em visita institucional a Brasília, Ruas demonstrou serenidade: “Temos a certeza de que vão tomar a melhor decisão de acordo com o ordenamento jurídico vigente no nosso país”.

A reviravolta jurídica altera de maneira direta a matemática das urnas fluminenses. Douglas Ruas encerrou a votação do primeiro turno com 49,27% dos votos válidos computados, ficando a uma fração ínfima de liquidar o pleito de forma direta. Por sua vez, Garotinho somou aproximadamente 274,5 mil votos, o que representou 3,17% da preferência inicial do eleitorado. Em termos práticos e proporcionais, a exclusão desses 274,5 mil sufrágios do bolo total reduz a base de cálculo necessária para a maioria absoluta, projetando o candidato do PL confortavelmente acima da linha de corte dos 50% dos votos válidos.

Votação no TSE e indeferimento de Garotinho

A situação que culminou nessa recontagem é fruto do rito das candidaturas sub judice. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia rejeitado previamente a candidatura de Anthony Garotinho, porém a deliberação regional ocorreu quando os sistemas eletrônicos de votação já estavam lacrados e finalizados para a votação popular. Isso manteve o nome e a foto do concorrente do Republicanos nas urnas eletrônicas, fazendo com que sua pontuação fosse computada de forma provisória no dia da apuração.

No julgamento no tribunal superior, o relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, votou de forma contundente pela negação do recurso ordinário de Garotinho. O relator também indeferiu um pedido de desistência apresentado pelos advogados do ex-governador logo após o encerramento do primeiro turno, impedindo manobras processuais para evitar a cassação definitiva dos votos. A posição de Azevedo Marques foi acompanhada pelos ministros Estela Aranha, André Mendonça e Dias Toffoli, consolidando a maioria da corte eleitoral pela nulidade total dos sufrágios.

Próximos passos e disputas judiciais no Estado

Com a diretriz traçada em Brasília, a próxima etapa processual recai integralmente sobre o TRE-RJ, que precisará promover uma nova totalização técnica dos dados eleitorais. Se a recontagem oficial chancelar a liderança de Douglas Ruas acima da metade dos válidos, ele poderá ser proclamado governador eleito sem a exigência de um segundo turno, consolidando-se como o mais jovem mandatário fluminense desde 1959. No tabuleiro político, quem ganha tração imediata é o grupo do PL e seus aliados, enquanto adversários sofrem um revés estrutural expressivo, a exemplo de Eduardo Paes, que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de forçar a realização da segunda etapa da eleição.

Apesar do horizonte desenhado, o desfecho formal ainda depende de lacunas pendentes. Falta saber a velocidade exata com que o TRE-RJ executará o recálculo dos votos válidos e como o STF responderá ao recurso impetrado por Paes antes de homologar a diplomação definitiva do futuro chefe do Executivo.

O que está em jogo: A iminente retotalização pelo TRE-RJ pode encerrar a disputa pelo governo do Rio de Janeiro em definitivo, poupando recursos públicos e tempo ao evitar uma nova votação. Para Douglas Ruas e o PL, a consolidação dos votos válidos acima de 50% sacramenta a vitória imediata, enquanto Eduardo Paes e a oposição dependem agora de uma decisão excepcional no STF para tentar impedir a homologação do resultado.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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