O presidente Lula expressou forte desaprovação às medidas comerciais e à classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas pelos EUA, chamando as ações de 'desaforadas'.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se criticamente nesta quarta-feira, 17, contra recentes decisões do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, durante sua participação na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. Lula classificou como “desaforada” a imposição de novas medidas comerciais contra o Brasil enquanto negociações entre os dois países estavam em andamento.
Em suas declarações, o petista afirmou que Trump “continua agindo como imperador”, surpreendendo o governo brasileiro com o anúncio das tarifas. Apesar da contundência das críticas, Lula indicou que o diálogo entre Brasília e Washington permanece ativo, justificando a ausência de uma reunião bilateral com Trump na cúpula pela continuidade das tratativas, que estariam sendo conduzidas pelo chanceler Mauro Vieira e pelo ministro Márcio Elias Rosa.
Além das questões comerciais, Lula também rechaçou a decisão norte-americana de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Segundo o presidente, as facções brasileiras não se enquadram no conceito de terrorismo utilizado pelos Estados Unidos, afirmando que “essas facções são terroristas para as comunidades, não são terroristas como você pensa”. Ele expressou confiança na Polícia Federal para combater o crime organizado no país.
Em um momento anterior do dia, durante uma conversa informal com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, captada por um microfone aberto, Lula já havia externado seu incômodo com a postura de Washington, reiterando que o Brasil não mantém conflitos com outras nações.
O que esta em jogo: A postura de Lula frente às ações dos EUA sublinha tensões diplomáticas e comerciais, com potenciais implicações para as relações bilaterais e a política externa brasileira, especialmente em um cenário de indefinição sobre o combate ao crime organizado e a soberania nacional em temas de segurança.
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