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Lobista ligada a Lulinha deu Cartier de R$ 66 mil a assessor

Mensagens revelam que lobista deu relógio de luxo, arte e festa a Swedenberger Barbosa em meio a repasses milionários da Saúde.

Por Redação Ponto FixoPublicado 24/09/2026 às 10h02· 3 min de leitura
Lobista ligada a Lulinha deu Cartier de R$ 66 mil a assessor
Foto: Reprodução

Mensagens obtidas pelo portal Metrópoles revelaram uma intrincada rede de agrados de alto padrão no coração do poder federal. A lobista Roberta Luchsinger, apontada como associada a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, presenteou o assessor presidencial Swedenberger Barbosa com itens de luxo que ultrapassam dezenas de milhares de reais, além de organizar e custear eventos sociais para o servidor que atuou como número 2 do Ministério da Saúde.

Mimos de luxo e verbas públicas

As trocas de mensagens apontam que Swedenberger e Luchsinger atuavam em conjunto na articulação para liberação de verbas do Ministério da Saúde destinadas a Estados e municípios. Como contrapartida informal ou “mimo”, conforme descrito nas conversas da lobista, Barbosa recebeu em abril de 2024 um relógio de ouro Cartier Tank avaliado em R$ 66 mil. O valor do acessório equivale a dezenas de salários mínimos pagos ao trabalhador brasileiro, evidenciando o abismo entre os privilégios da máquina estatal e a realidade da população pagadora de impostos.

A generosidade da lobista não parou na alta relojoaria. Em dezembro de 2024, Swedenberger foi agraciado com uma obra de arte do pintor Antonio Veronese adquirida por 13 mil euros, o equivalente a R$ 82,9 mil na cotação da época. Um mês antes, em novembro de 2024, Luchsinger já havia organizado a festa de aniversário de 67 anos do assessor em um camarote exclusivo do estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante a apresentação musical de Caetano Veloso e Maria Bethânia, recebendo agradecimentos formais do servidor pela celebração que ele chamou de “linda” e “impecável”.

Empresas, contratos e alcance no Planalto

O local utilizado para a celebração pertencia à empresa 3Structure, pertencente a Cleber Ribas, empresário para quem Roberta Luchsinger prestava serviços na capital federal. O detalhe que agrava o quadro ético e financeiro é que a companhia em questão conquistou contratos públicos que somam R$ 86 milhões durante o governo Lula. Além disso, as mensagens indicam que a teia de agrados de Luchsinger também alcançou Cláudia Troiano, secretária pessoal do presidente da República, presenteada com roupas, joias e ingressos de shows.

Em sabatina concedida à TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não conhecia Roberta Luchsinger e afirmou nunca ter conversado com ela. Todavia, a proximidade da intermediária com figuras cruciais do gabinete presidencial e de pastas com orçamentos bilionários expõe as fragilidades na integridade da administração pública e a influência direta de intermediários sem cargo formal na destinação de recursos públicos federais.

O que está em jogo: a integridade na destinação dos recursos federais da Saúde e a conduta ética no Palácio do Planalto após a revelação de que Swedenberger Barbosa recebeu bens de R$ 148,9 mil e festas de uma intermediária ligada a contratos de R$ 86 milhões da 3Structure; resta saber se órgãos de controle como a Controladoria-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República abrirão apurações formais sobre o caso, enquanto a Presidência ainda não justificou a atuação da lobista no governo.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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