Levantamento da Alfa Inteligência mostra empate numérico de 43% entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial de 2026.

Um novo levantamento eleitoral conduzido pelo instituto Alfa Inteligência e divulgado em 24 de setembro de 2026 desenha um cenário de absoluto equilíbrio para a sucessão presidencial. No principal teste de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem rigorosamente empatados, ambos registrando 43% das intenções de voto. O resultado evidencia a persistência da polarização política no Brasil e coloca em xeque a narrativa governista de favoritismo consolidado para a reeleição.
A pesquisa ouviu 2.700 eleitores presencialmente entre os dias 18 e 23 de setembro de 2026, contando com margem de erro de 1,8 ponto percentual e 95% de nível de confiança, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de número BR-02512/2026. Na simulação de primeiro turno estimulado, Lula detém 40% das preferências contra 33% de Flávio Bolsonaro. Atrás dos dois líderes figuram o escritor Augusto Cury (Avante), com 6%; o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 3%; e o ex-governador Romeu Zema (Novo), com 1%. Votos brancos e nulos somam 6%, indecisos chegam a 5% e outros nomes registram 1%.
Divisões regionais e religiosas do eleitorado
O detalhamento demográfico expõe as profundas fraturas culturais e econômicas do país. No confronto direto, Flávio Bolsonaro consolida forte dianteira no Sul, onde atinge 50% ante 36% do petista, além de liderar no Sudeste por 45% a 38%. Em contrapartida, a base governista mantém ampla vantagem no Nordeste, onde Lula marca 57% contra 33% do senador liberal-conservador. No segmento religioso, o parlamentar do PL lidera amplamente entre os evangélicos (51% a 35%), enquanto o atual presidente tem a preferência dos eleitores sem religião (58% a 29%) e mantém leve vantagem entre os católicos, com 45% frente a 41% de Flávio.
Nas outras hipóteses de segundo turno testadas pela Alfa Inteligência, Lula também enfrenta disputas acirradas. Contra Ronaldo Caiado, o petista aparece com 43% contra 42% do político goiano, configurando empate técnico na margem de erro. Em cenários contra Augusto Cury (42% a 39%), Renan Santos (43% a 37%) e Romeu Zema (46% a 39%), a taxa de eleitores que pretendem anular ou votar em branco atinge patamares entre 9% e 14%, sinalizando a resistência de fatias expressivas da população à reeleição petista.
Desafios da oposição e incertezas futuras
Do ponto de vista estratégico, o levantamento premia a estratégia da oposição em torno do fortalecimento de Flávio Bolsonaro como herdeiro direto do capital eleitoral conservador, ao mesmo tempo em que expõe as vulnerabilidades da gestão federal em setores produtivos e classes médias. Por outro lado, ainda não se sabe como a movimentação de siglas de centro e eventuais alianças formais até as convenções partidárias irão alterar os índices de indecisos na modalidade espontânea, que hoje somam 15% do eleitorado geral.
O que está em jogo: A consolidação do empate em 43% com margem de erro de 1,8 ponto força o Partido dos Trabalhadores a recalibrar discursos no Sudeste e no Sul, enquanto o Partido Liberal ganha fôlego institucional para unificar a centro-direita em torno do nome de Flávio Bolsonaro. Nos próximos meses, o avanço da tramitação das candidaturas e o comportamento dos 14% de votos não alinhados nos testes de segundo turno ditarão a intensidade da disputa pelo Palácio do Planalto.
Com informacoes de revistaoeste.com.