A Polícia Civil do Distrito Federal aguarda o resultado de um laudo complementar do Instituto Médico-Legal (IML) que pode agravar a acusação de lesão corporal contra Iasmin Pinheiro, indiciada por agredir Mariana Eustáquio, filha do jornalista Oswaldo Eustáquio. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico e lesão vertebral.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aguarda com expectativa a conclusão de um laudo complementar do Instituto Médico-Legal (IML) que pode alterar significativamente a classificação jurídica das agressões sofridas por Mariana Eustáquio. A filha do jornalista Oswaldo Eustáquio foi vítima de um ataque que, inicialmente, levou ao indiciamento de Iasmin Pinheiro por lesão corporal. Contudo, o novo documento pericial visa determinar se as lesões superam a gravidade inicial e configuram um cenário mais sério, como incapacidade para atividades habituais por mais de 30 dias ou sequela permanente.
O caso, que ganhou repercussão, remonta a um desentendimento ocorrido em 13 de junho, após um jogo de futebol, no Contexto Bar, em Brasília. Câmeras de segurança registraram o momento em que Iasmin Pinheiro puxa os cabelos de Mariana, que cai no chão, aparentemente desacordada. Antes do incidente com Mariana, a investigada já havia se envolvido em uma briga com uma amiga da vítima, o que levou Mariana a intervir para auxiliar a amiga, momento em que foi agredida.
A investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) já reuniu depoimentos, imagens e laudos periciais iniciais que sustentaram o indiciamento de Iasmin. Um relatório emitido pelo Hospital Santa Lúcia detalhou a extensão dos ferimentos de Mariana, incluindo traumatismo cranioencefálico (TCE), perda de consciência e dores intensas na região lombar. Exames adicionais identificaram uma lesão na vértebra L2 e redução de sua altura vertebral, indicando a necessidade de acompanhamento médico especializado.
É crucial notar que a Polícia Civil descartou, até o momento, qualquer motivação política ou partidária para o crime. Segundo as autoridades, a briga teve origem em um desentendimento comum, o que diferencia este caso de outras situações envolvendo figuras públicas que frequentemente são alvo de polarização política. A precisão na apuração dos fatos e a busca por um laudo conclusivo são essenciais para garantir que a tipificação do crime seja a mais adequada à realidade das lesões sofridas.
Oswaldo Eustáquio, pai da vítima, vive atualmente na Espanha, sob mandados de prisão emitidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mariana, por sua vez, reside em Brasília com sua mãe e irmãos. A situação de seu pai, embora não relacionada diretamente à agressão, adiciona um pano de fundo à vida familiar da vítima, tornando o desfecho da investigação ainda mais relevante para a família.
O que está em jogo: A conclusão do laudo do IML determinará a gravidade da lesão corporal, podendo levar a uma acusação mais severa contra a agressora e impactar diretamente a pena aplicável ao caso, reforçando a importância da perícia técnica na busca por justiça.
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