A chinesa CRRC passa a operar unidade industrial em Araraquara para fabricar 44 composições destinadas às linhas do Metrô de São Paulo, com entregas previstas a partir de 2027.

A infraestrutura de transportes do estado de São Paulo ganha um novo capítulo com a reativação de uma importante planta industrial no interior paulista. A fabricante chinesa CRRC, considerada a maior fornecedora global de equipamentos de transporte ferroviário com sede em Pequim, assumiu a antiga fábrica em Araraquara, anteriormente gerida pela sul-coreana Hyundai Rotem. O complexo será responsável pela produção de 44 novos trens voltados para a modernização e ampliação da malha metroviária paulistana.
O projeto está vinculado a um contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo avaliado em cerca de R$ 3,1 bilhões. A encomenda abrange composições com seis carros cada, projetadas para transportar até 1.800 passageiros e atingir velocidade máxima informada de até 100 km/h. A destinação principal dessas novas unidades é atender à expansão da Linha 2-Verde, além de promover reforço operacional nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, eixos cruciais da mobilidade da capital.
A escolha da planta de Araraquara aproveita uma base produtiva já instalada com vocação ferroviária, o que otimiza o cronograma de preparação técnica. Os registros da Câmara Municipal local já apontavam movimentações em março de 2026 para a estruturação das atividades fabris. Segundo informações do BNDES, os recursos integram o pacote de financiamento da expansão metroviária e as entregas oficiais dos novos trens estão programadas para começar a partir de maio de 2027, após as fases de desenvolvimento, validação de projetos e testes.
A nacionalização da montagem traz vantagens operacionais diretas ao encurtar distâncias logísticas entre fabricação, testes técnicos e a entrada definitiva em operação nos trilhos de São Paulo. Ao reocupar o parque industrial deixado pela empresa sul-coreana, a CRRC não apenas viabiliza as entregas contratadas como também posiciona as instalações paulistas para concorrer em futuras demandas de transporte sobre trilhos e projetos de mobilidade no mercado brasileiro.
O que está em jogo: A reativação de estruturas industriais no interior do país reflete a necessidade premente de ampliação do transporte de massa e modernização logística nas grandes metrópoles, reduzindo gargalos urbanos que afetam diretamente a produtividade das famílias e a eficiência econômica. Além disso, a presença de grandes grupos internacionais na manufatura nacional evidencia como a atração de investimentos e a segurança de contratos em infraestrutura são determinantes para gerar empregos especializados e movimentar as cadeias produtivas locais.
Com informacoes de oantagonista.com.br.