Levantamento do Instituto Veritá com mais de 40 mil eleitores aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula nos votos válidos do 1º turno.

Um novo e robusto levantamento nacional realizado pelo Instituto Veritá apontou um cenário de forte equilíbrio e polarização na corrida pelo Palácio do Planalto. Na contagem de votos válidos — critério oficial adotado pela Justiça Eleitoral que exclui os votos em branco, os nulos e os eleitores indecisos —, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Flávio registra 45,14% das intenções de voto contra 44,65% do petista, configurando uma diferença apertada de 0,49 ponto porcentual.
Apesar da dianteira numérica do parlamentar liberal, o quadro estatístico formal é de empate técnico, uma vez que a margem de erro da pesquisa varia entre 2 e 3,5 pontos porcentuais, conforme a unidade da Federação avaliada. O estudo contratado pelo Sistema de Comunicação Pantanal LTDA (Rede Brasil de Televisão) ouviu 40,5 mil eleitores entre os dias 20 e 25 de setembro, alcançando um nível de confiança de 95% e contando com registros individualizados em todos os estados no Tribunal Superior Eleitoral.
Fragmentação da chamada terceira via
Enquanto os dois polos da disputa concentram quase 90% das intenções do eleitorado, os demais 11 concorrentes somam juntos 10,21% dos votos válidos, levando a equipe do instituto a classificar a terceira via como uma força coletiva e pulverizada. O escritor Augusto Cury (Avante) lidera esse bloco secundário com 4,25%, seguido pelo coordenador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos (Missão), com 2,39%, e pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que alcançou 2,16%. Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 0,46%, mantendo sua postulação mesmo após atritos e perda de apoio interno em sua legenda.
A distribuição geográfica e demográfica do levantamento reflete divisões consolidadas na sociedade brasileira. Flávio Bolsonaro assume a dianteira nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de superar o adversário em seis dos sete Estados do Norte brasileiro. Lula, por sua vez, mantém o predomínio no Nordeste e no Pará. Nos recortes socioculturais, a pesquisa evidencia que o eleitorado evangélico se inclina majoritariamente em direção a Flávio, ao passo que a população católica manifesta maior apoio à reeleição do atual mandatário.
Variáveis em aberto na corrida presidencial
O que a sondagem ainda não esclarece é o comportamento definitivo dos votos da terceira via em um provável segundo turno e a capacidade de conversão dos eleitores que hoje se declaram indecisos quando a campanha ingressar em sua fase decisiva no rádio e na televisão. A dinâmica das alianças regionais e a eventual migração de apoio entre nomes de centro-direita também permanecem como incógnitas que definirão o ritmo das próximas semanas de disputa.
O que está em jogo: A dianteira numérica de Flávio Bolsonaro (45,14%) contra Lula (44,65%) consolida a extrema polarização política no país e impõe ao Partido dos Trabalhadores a urgência de conter o avanço oposicionista no Sudeste e no Centro-Oeste. Nos próximos dias, cabe acompanhar a reação das cúpulas partidárias do PL e do PT na atração do eleitorado de legendas menores, além do desfecho sobre a permanência de candidaturas fragmentadas, como a de Romeu Zema no Novo.
Com informacoes de revistaoeste.com.