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Fim da declaração de IR: Fazenda quer extinguir envio anual e otimizar fiscalização em até dois anos

O Ministério da Fazenda, através do ministro Dario Durigan, planeja acabar com a declaração anual do Imposto de Renda nos próximos dois anos, utilizando dados automáticos de instituições financeiras para simplificar o processo. A medida visa otimizar a fiscalização e combater irregularidades, ao mesmo tempo em que mantém a isenção da taxa de importação de até US$ 50.

Por Redação Ponto FixoPublicado 18/06/2026 às 17h02· 2 min de leitura
Fim da declaração de IR: Fazenda quer extinguir envio anual e otimizar fiscalização em até dois anos
Foto: Divulgação/ Ministério da Fazenda

O ministro do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, revelou a intenção de eliminar a necessidade da declaração anual do Imposto de Renda (IR) em um período de até dois anos. A proposta visa modernizar o sistema fiscal, aproveitando o fluxo de informações já recebidas pelo Estado de diversas fontes, como bancos, seguradoras e cartórios.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira, 18, Durigan explicou que, com a reformulação, o contribuinte não precisaria mais preencher manualmente a declaração. Em vez disso, a tarefa seria de apenas conferir os dados pré-preenchidos pelo sistema e realizar eventuais correções, simplificando significativamente o processo para milhões de brasileiros.

Além da mudança no IR, o ministro abordou a política de importação de encomendas de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. Durigan assegurou que o imposto de importação para esses itens permanecerá zerado até o fim do atual governo. Ele destacou a importância do programa Remessa Conforme, que permite o monitoramento dessas encomendas, como peça central da estratégia.

Outro ponto relevante levantado por Durigan foi o esforço governamental no combate às plataformas de apostas ilegais. Mencionando a Operação Conto da Sorte, que envolve a Receita Federal e Ministérios Públicos de Pernambuco e Rio Grande do Norte, o ministro informou que as investigações já apontam para a movimentação de R$ 50 bilhões por 37 empresas envolvidas em atividades ilícitas, reforçando o compromisso do governo com a inteligência e o combate a fraudes.

O que esta em jogo: A proposta de Durigan pode simplificar a vida do contribuinte e otimizar a fiscalização, mas o sucesso dependerá da integração eficiente dos sistemas e da segurança dos dados, transformando a relação dos cidadãos com suas obrigações fiscais.

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