A Força Aérea Brasileira repatriou 13 cidadãos que estavam retidos em Caracas, Venezuela, após terremotos que fecharam o aeroporto da capital, em um momento de intensificação da ajuda humanitária do Brasil ao país vizinho.

A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu neste domingo, 28, o resgate de 13 cidadãos brasileiros que se encontravam na Venezuela e foram impossibilitados de retornar ao Brasil devido ao fechamento do aeroporto comercial de Caracas. A interrupção dos voos é uma consequência direta dos fortes terremotos que assolaram a região na última quarta-feira, 24, e que resultaram em um balanço trágico de ao menos 1.450 mortos e mais de 3,2 mil feridos.
O transporte dos repatriados foi realizado por uma aeronave da FAB, que já estava em missão humanitária. O avião retornava ao Brasil após entregar mais uma remessa de ajuda à capital venezuelana. Segundo o Itamaraty, o voo faria o trajeto de volta sem passageiros, e a oportunidade foi aproveitada para trazer o grupo de volta ao país, otimizando os recursos em um momento de crise humanitária.
A resposta brasileira aos tremores tem sido robusta. O Brasil já enviou quatro voos com equipes especializadas, incluindo bombeiros militares, peritos em busca e salvamento, e cães farejadores. Além disso, foram despachados suprimentos essenciais como medicamentos, purificadores de água, equipamentos médicos e materiais para a montagem de um hospital de campanha, reforçando o apoio ao país vizinho.
Uma nova aeronave da FAB partiu também neste domingo, transportando mais 35 bombeiros militares, provenientes de São Paulo e Minas Gerais, para fortalecer os esforços de resgate. Essas equipes concentram suas operações principalmente na região de La Guaira, uma das áreas mais castigadas pelos terremotos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter.
A tragédia alcançou diretamente o Brasil com a confirmação da morte de dois brasileiros: Romildo Batista de Lima, de 69 anos, natural de Uberlândia (MG), e Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, residente no Distrito Federal. A assistência humanitária e a repatriação de cidadãos evidenciam a importância da solidariedade e da cooperação entre nações, especialmente em cenários de catástrofe que transcendem fronteiras.
O que está em jogo: A continuidade da ajuda humanitária brasileira à Venezuela em meio a esta grave crise reforça a importância da cooperação regional e da defesa da vida em cenários de catástrofe, enquanto o país vizinho lida com os enormes desafios de recuperação e o luto pelas perdas humanas.
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