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Ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro movimentou R$ 114 milhões em ‘caixa paralelo’, aponta PF

A Polícia Federal identificou um esquema de R$ 114,6 milhões em movimentações financeiras não declaradas, ligadas a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, com indícios de lavagem de dinheiro e remuneração de aliados.

Por Wladimir BorsatoPublicado 17/06/2026 às 09h02· 2 min de leitura
Ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro movimentou R$ 114 milhões em 'caixa paralelo', aponta PF
Foto: Divulgação/Banco Master

Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram um complexo esquema de movimentação de R$ 114,6 milhões em um “caixa paralelo”, supostamente operado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, entre março e agosto de 2025. Os recursos teriam sido empregados na aquisição de bens de luxo, como aeronaves, imóveis de alto padrão e investimentos em galerias de arte, além de repasses financeiros.

Relatórios da PF detalham pagamentos mensais de R$ 1 milhão a Luiz Phillipi Machado de Mourão, conhecido como “Sicário”, identificado como auxiliar de confiança de Vorcaro. As planilhas, enviadas por Fabiano Zettel e Ana Claudia de Paiva — apontados pela PF como operadores financeiros do banqueiro —, mostram que Vorcaro orientava pessoalmente os pagamentos a Mourão, insistindo na regularidade dos repasses, mesmo diante de reclamações sobre o comportamento do colaborador. Uma das ordens expressas era: “Colocar Sicário na lista 1 mm (milhão) todo dia 8”.

A estrutura do grupo de Vorcaro incluía “A Turma”, uma milícia privada que, segundo a PF, monitorava e intimidava adversários do banqueiro. Mourão, o “Sicário”, era tido como homem de confiança e executor de tarefas. A Polícia Federal investiga se a compra de obras de arte e o uso de jatinhos particulares eram utilizados por Vorcaro para lavar dinheiro e remunerar aliados políticos, o que levanta sérias preocupações sobre a integridade do sistema financeiro e político.

Uma parte significativa dos repasses do caixa paralelo passava pela Super Empreendimentos S.A., empresa dirigida por Zettel e Ana Claudia, considerada pela PF como central na estrutura de desvio de recursos do grupo. Por meio dessa empresa, a família Vorcaro investia em imóveis de luxo, como uma mansão de R$ 36 milhões no Lago Sul, em Brasília, local onde o banqueiro recebia autoridades do Legislativo e do Judiciário. Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel estão atualmente presos preventivamente por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Luiz Phillipi Machado de Mourão morreu na prisão após suicídio, e Ana Claudia de Paiva foi alvo de busca e apreensão.

O que está em jogo: A investigação expõe um suposto esquema de lavagem de dinheiro e influências, com a participação de figuras do mercado financeiro e a potencial implicação de autoridades, o que exige rigorosa apuração para garantir a aplicação da lei e a transparência nas relações entre capital e poder.

Com informacoes de fonte, fonte.

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Wladimir Borsato é o editor responsável pelo Ponto Fixo, portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia. Sediado em Tupã (SP).
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