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EUA desarticulam rede hacker ligada ao regime chinês que mirava Nasa, Senado e Federal Reserve

Investigação do Departamento de Justiça e do FBI expõe esquema cibernético patrocinado por Pequim para violar agências estratégicas norte-americanas.

Por Redação Ponto FixoPublicado 27/08/2026 às 23h02· 3 min de leitura
EUA desarticulam rede hacker ligada ao regime chinês que mirava Nasa, Senado e Federal Reserve
Foto: cisko66 / Wikimedia

Em uma nova e contundente ofensiva para resguardar a soberania e a segurança de suas instituições fundamentais, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em coordenação direta com o FBI, formalizou acusações contra a República Popular da China por patrocinar uma sofisticada rede de espionagem e ataques cibernéticos. A operação policial resultou na apreensão e desativação de dois domínios na internet utilizados pelo grupo denominado QTFY, apontado como um braço operacional financiado por Pequim para invadir sistemas críticos governamentais.

As investigações revelam a gravidade e o alcance das incursões do regime comunista contra o coração institucional do Ocidente. Entre os alvos atingidos e monitorados pelos invasores estão a agência espacial norte-americana (Nasa), o Senado dos Estados Unidos, o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), além dos Departamentos de Energia, de Justiça e de Saúde e Serviços Humanos, somando-se ainda os Institutos Nacionais de Saúde. A multiplicidade de alvos demonstra um esforço contínuo de coleta de dados sensíveis, segredos de Estado e informações econômicas estratégicas.

De acordo com os documentos judiciais apresentados pelas autoridades norte-americanas, a organização criminosa atuava vinculada à empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. O esquema operava por meio de duas ferramentas especializadas, denominadas QScan e QTRouter, cuja função combinada consistia em ocultar deliberadamente a origem asiática das ofensivas digitais. Uma declaração juramentada anexada aos autos atesta que essas plataformas vinham sendo empregadas em escala global desde 2018 para camuflar operações hostis, tendo como clientes diretos o Ministério da Segurança da China e o próprio Exército de Libertação Popular chinês.

Diante das acusações e da desarticulação das plataformas em território norte-americano, o Partido Comunista Chinês reagiu rejeitando formalmente as conclusões do processo. O porta-voz da chancelaria de Pequim, Lin Jian, sustentou que os Estados Unidos promovem desinformação com motivações políticas para “difamar a China sob o pretexto de segurança cibernética”. Em contra-ataque retórico, o diplomata asiático declarou que Washington atua como um “império de hackers” e “império de espionagem”, numa tentativa de desviar o foco das evidências técnicas expostas pela promotoria norte-americana.

A resposta enérgica das agências de segurança dos Estados Unidos evidencia a postura de tolerância zero contra tentativas externas de desestabilização e furto de propriedade intelectual ou governamental. O episódio reforça a necessidade contínua de salvaguarda de infraestruturas críticas frente a modelos autocráticos que utilizam empresas e tecnologias de fachada para projetar poder geopolítico e violar a soberania de nações livres.

O que esta em jogo: A disputa no ciberespaço reflete o choque civilizacional e geopolítico entre as democracias ocidentais, alicerçadas na liberdade e no Estado de Direito, e regimes autoritários que instrumentalizam ferramentas digitais para espionagem estatal. Proteger agências que custodiam desde segredos aeroespaciais até a estabilidade do sistema financeiro internacional é um imperativo indispensável para a preservação da ordem global, da segurança nacional e da integridade das liberdades individuais no mundo moderno.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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