Senador Flávio Bolsonaro associa pedido de recuperação judicial do Grupo Gennius, dono do Habib's, à política econômica da gestão Lula.

O cenário empresarial brasileiro registrou mais um expressivo pedido de recuperação judicial com a entrada do Grupo Gennius, controlador de marcas tradicionais do setor de alimentação como Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, no mecanismo de proteção contra a falência. A companhia declarou um endividamento total de R$ 265,2 milhões no processo que abrange dezenas de empresas sob seu guarda-chuva corporativo. O episódio gerou forte repercussão política e colocou em evidência as pressões enfrentadas pelo setor produtivo nacional.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais em transmissão ao vivo para comentar a crise da holding gastronômica, comparando a situação da rede de fast-food com a recente reestruturação das Casas Bahia, que resultou no fechamento de mais de 300 unidades. Para o parlamentar, a sucessão de dificuldades em gigantes corporativas não representa um evento isolado, mas sim um reflexo direto da atual política econômica conduzida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em sua manifestação, Flávio afirmou expressamente que o Habib’s ‘não resistiu ao Lula’, apontando que o ambiente econômico vigente tem deteriorado a capacidade de sobrevivência de empresas consolidadas e com forte presença na rotina das famílias brasileiras. O parlamentar destacou o aumento no número de pedidos de recuperação judicial no país, classificando o fenômeno como efeito direto das diretrizes fiscais e monetárias associadas à gestão federal atual.
Por outro lado, o Grupo Gennius elencou entre os motivos centrais para a sua crise financeira os impactos remanescentes da pandemia de covid-19, a rápida transformação no perfil de consumo com a expansão dos serviços de delivery e a persistência de patamares elevados na taxa básica de juros, que encarecem o crédito e sufocam o fluxo de caixa corporativo. A despeito do pedido na Justiça, o conglomerado ressaltou que as operações continuam funcionando normalmente em todo o território nacional, sem prejuízo ao atendimento dos clientes.
A partir da formalização do pedido judicial, a controladora terá um prazo regulamentar de 60 dias para apresentar o plano de recuperação detalhado aos seus credores. O documento definirá as formas e prazos de quitação dos débitos acumulados, sendo que a eventual rejeição da proposta pela assembleia geral de credores poderá levar à decretação da falência do grupo empresarial.
O que esta em jogo: O pedido de recuperação judicial de uma das maiores redes de alimentação do Brasil expõe as fragilidades estruturais que o setor de comércio e serviços enfrenta em um ambiente de juros altos e incerteza econômica. Além do impacto direto sobre milhares de empregos, fornecedores e franqueados que dependem da saúde financeira da marca, o caso alimenta o debate político sobre a responsabilidade das decisões econômicas de Brasília na manutenção de um ambiente favorável à livre iniciativa e à sustentabilidade das empresas nacionais.
Com informacoes de revistaoeste.com.