Eduardo Braide lidera corrida ao governo do Maranhão com mais de 50% dos votos válidos, enquanto candidatos do PCB e PCO faltam a debate na TV.

A reta final da disputa pelo Palácio dos Leões ganhou um novo capítulo com a realização do debate promovido pela TV Mirante nesta terça-feira, 29, marcado por ausências no campo da esquerda radical. Dos oito postulantes registrados para o governo do Estado do Maranhão, seis compareceram ao estúdio da emissora, enquanto Reginaldo Lima, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e Dimas Cassimiro, do Partido da Causa Operária (PCO), optaram por não participar do encontro, apesar de terem sido formalmente convidados pela organização.
O confronto televisivo reuniu André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcanjeli (PSTU). Estruturado em quatro blocos de perguntas diretas entre os concorrentes e espaço para considerações finais, o evento ofereceu aos eleitores a oportunidade de confrontar propostas para a administração pública maranhense, historicamente castigada por índices socioeconômicos desafiadores e pela dependência de velhas estruturas de poder político.
Cenário eleitoral e vantagem nas pesquisas
O pano de fundo do encontro é amplamente favorável ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que desponta com chances reais de liquidar a fatura já no primeiro turno do próximo domingo, 4. Levantamentos recentes confirmam a dianteira do candidato: na pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira, 25, Braide atingiu 52,3% dos votos válidos; já na sondagem Viva Voz desta terça-feira, ele ampliou a margem para 54%, superando com folga a barreira da metade dos sufrágios necessários para evitar uma segunda rodada de votação.
Na retaguarda de Braide, o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) aparece consolidado na segunda colocação, registrando 33% dos votos válidos no levantamento do instituto Viva Voz — uma desvantagem de 21 pontos percentuais em relação ao líder. Em terceiro lugar figura o atual vice-governador do Estado, Felipe Camarão, aposta do Partido dos Trabalhadores (PT) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta sem sucesso tracionar a máquina estadual contra o favoritismo do postulante do PSD.
Alinhamentos partidários e indefinições
O tabuleiro político no Maranhão também se destaca pela postura do Partido Liberal (PL), legenda do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro, que optou formalmente pela neutralidade na corrida pelo governo estadual. Essa posição abriu espaço para uma disputa fragmentada entre os eleitores de centro e de direita, enquanto a esquerda tradicional representada pelo PT não conseguiu unificar seu campo, enfrentando a concorrência marginal do PSTU e a deserção voluntária de siglas como PCB e PCO do palco de debates.
Apesar do anúncio oficial da ausência de Lima e Cassimiro, a emissora organizadora não detalhou as motivações específicas apresentadas pelas legendas para justificar o boicote à transmissão em rede estadual. Resta saber se o desempenho de Braide no confronto direto perante os demais adversários consolidará a tendência de vitória antecipada captada pelas sondagens de intenção de voto ou se os ataques combinados da oposição conseguirão forçar uma prorrogação da disputa.
O que está em jogo: A definição do comando do Maranhão no primeiro turno depende da capacidade de Eduardo Braide de manter os 54% dos votos válidos medidos pela Viva Voz até o próximo domingo, 4. Uma vitória direta do candidato do PSD encerra precocemente a tentativa de Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT) de levar a eleição ao segundo turno, além de definir os rumos da gestão do Palácio dos Leões sem o apoio formal de blocos partidários neutros como o PL.
Com informacoes de revistaoeste.com.