Com seis chapas registradas, a eleição estadual no Acre reúne a governadora Mailza Assis, senador e ex-prefeito na corrida pelo Palácio Rio Branco.

O cenário político no Acre já tem seus contornos definidos para a sucessão estadual em 2026, com seis candidaturas formalizadas perante a Justiça Eleitoral para a disputa pelo Palácio Rio Branco. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro e, caso nenhum postulante alcance a maioria absoluta dos votos válidos (50% mais um), a definição ocorrerá em segundo turno em 25 de outubro. O tabuleiro eleitoral reúne perfis diversos, desde a governante em exercício até parlamentares federais e lideranças municipais consolidadas.
Lideranças consolidadas e máquina pública
A atual governadora, Mailza Assis (PP), busca a reeleição tendo como vice a ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB). Mailza, que assumiu o Executivo estadual após a renúncia de Gladson Cameli para disputar o Senado, tenta fazer valer a força da máquina pública. Em contrapartida, enfrenta o senador Alan Rick (Republicanos), que cumpre mandato conquistado em 2022 após dois períodos como deputado federal e agora se lança ao Executivo com Ricardo Leite como vice, formando uma chapa pura que aposta em sua forte projeção regional.
Outro competidor de peso é o agricultor e ex-prefeito de Rio Branco e Acrelândia Tião Bocalom (PSDB), que entra em sua quarta tentativa de comandar o estado — após ter concorrido nas eleições de 2006, 2010 e 2014. Bocalom disputa ao lado do Sargento Adonis (PSDB). O confronto direto entre essas três frentes tradicionais fragmenta o eleitorado conservador e de centro-direita no estado, enquanto a esquerda tenta se organizar sob uma frente única.
Frente partidária e candidaturas alternativas
Pelo campo progressista, o médico Thor Dantas (PSB) concorre encabeçando a coligação Frente Ampla pelo Acre, aliança que reuniu PSB, Podemos, PT, PCdoB e PV, trazendo Socorro Rodrigues (Podemos) na vaga de vice. O bloco tenta unificar os votos oposicionistas em meio à dispersão dos grupos de centro e direita. Completam o rol de concorrentes o empresário Dr. Luisinho (Agir), natural de Cruzeiro do Sul, que tem Daniela Paiva como vice, e o bancário Eudo Raffael (PCB), estreante em disputas eleitorais, ao lado de Poeta Cesinha.
A distribuição das candidaturas define ganhos e perdas táticas imediatas: a governadora Mailza Assis arrisca o capital político do grupo situacionista contra a popularidade parlamentar de Alan Rick, enquanto o eleitorado acreano ganha múltiplas opções programáticas, mas corre o risco de forte polarização. Por outro lado, resta saber qual será o impacto real da exclusão da candidatura de Gladson Cameli ao Senado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre na transferência de votos e como a pulverização de votos entre seis chapas influenciará a probabilidade de uma definição em dois turnos.
O que está em jogo: o comando do Poder Executivo do Acre pelos próximos quatro anos, onde se definirá a continuidade do grupo de Mailza Assis ou a ascensão de novas lideranças como Alan Rick e Tião Bocalom. O desfecho prático das alianças começará a ser medido nas urnas no dia 4 de outubro, dependendo de eventuais recursos jurídicos e da consolidação do apoio da coligação de Thor Dantas para empurrar o pleito para o segundo turno no dia 25 de outubro.
Com informacoes de revistaoeste.com.