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Tarcísio e Haddad travam duelo sobre crise fiscal

Em debate pelo governo de SP, Tarcísio e Haddad nacionalizam temas ao confrontar histórico da economia, segurança pública e saúde.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/09/2026 às 02h02· 3 min de leitura
Tarcísio e Haddad travam duelo sobre crise fiscal
Foto: Bob Paulino

No último debate promovido pela TV Globo antes do primeiro turno das eleições para o governo de São Paulo, em 30 de setembro de 2026, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) transformaram a disputa regional em uma prévia do embate nacional. Ao longo de blocos focados em segurança pública, saúde, infraestrutura e economia, ambos os candidatos vincularam diretamente suas plataformas às diretrizes e aos legados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resgatando temas como a Operação Lava Jato e a governança fiscal.

Segurança pública e atuação policial

A segurança pública dominou a abertura do confronto, posicionando a proteção do cidadão e o combate às organizações criminosas no centro da discussão. Haddad argumentou sobre uma suposta infiltração do Comando Vermelho no interior paulista e propôs a criação de uma agência estadual antifacção integrada à Polícia Federal e à Receita Federal, além de apontar problemas na remuneração da Polícia Civil. Em contraponto, Tarcísio sustentou que os indicadores criminais do estado estão em queda contínua, atingindo os menores níveis da história recente, e destacou ações concretas de inteligência, como a extradição de dois criminosos do PCC que estavam foragidos na Bolívia e as intervenções sociais e de ordem na região da Cracolândia, na capital.

Na área da saúde, o embate evidenciou as diferenças entre a gestão orçamentária paulista e o modelo de repasses federais. O governador destacou obras regionais com a entrega dos hospitais de Bertioga e Peruíbe, além de novas unidades previstas para São Vicente, Cubatão e Guarujá, defendendo o impacto financeiro da Tabela SUS Paulista bancada com receitas estaduais em meio ao recuo de aportes federais. Haddad contra-atacou mencionando gargalos de regulação no sistema público e o financiamento federal de 407 equipamentos via PAC, além de reviver críticas à condução da pandemia pelo governo Bolsonaro, afirmando que o Brasil registrou 10% das mortes globais por covid-19 apesar de abrigar 2,7% da população mundial.

Crise fiscal e o rumo econômico

O bloco econômico aprofundou a divisão entre os modelos de responsabilidade fiscal e a expansão de gastos públicos. Tarcísio alertou para as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo, enfatizando o volume de empresas em processo de recuperação judicial e acusando a gestão do PT de criar um arcabouço fiscal frouxo, descumprido logo na largada, o que classificou como descompromisso com as contas. Por sua vez, Haddad defendeu sua atuação na Fazenda, rebateu com o pagamento de precatórios atrasados pela gestão federal anterior e alegou que os entraves com a taxa de juros atingiram igualmente a administração federal.

O que resta sem resposta clara nas propostas é a viabilidade prática de integração das forças de segurança federais e estaduais proposta pela oposição sem gerar conflitos de jurisdição policial, assim como a garantia de sustentabilidade da Tabela SUS Paulista caso a desaceleração econômica pressione ainda mais a arrecadação dos cofres do estado. Além disso, os candidatos não detalharam as medidas exatas para conter a quebra de empresas em solo paulista diante das oscilações da política macroeconômica.

O que está em jogo: A decisão do eleitor paulista em 2026 definirá se o estado continuará sob o modelo de gestão fiscal rigorosa e investimento autônomo conduzido por Tarcísio de Freitas ou se alinhará às diretrizes centralizadoras de Fernando Haddad e do Palácio do Planalto, alterando o comando das polícias estaduais e o direcionamento de recursos para a rede hospitalar de São Paulo.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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