Pesquisa Quaest aponta Eduardo Braide com 46% dos votos no Maranhão, contra 27% de Orleans Brandão. Disputa ao Senado tem Roseana à frente.

O cenário eleitoral no Maranhão apresenta uma dianteira sólida para a oposição estadual na corrida pelo Palácio dos Leões. De acordo com o mais recente levantamento do instituto Quaest, divulgado na noite desta sexta-feira, 25, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera a disputa ao governo com 46% das intenções de voto no primeiro turno. Seu principal adversário no momento, Orleans Brandão (MDB), sobrinho do atual governador Carlos Brandão, figura na segunda colocação com 27%. A margem estabelece uma distância de 19 pontos porcentuais entre o primeiro e o segundo colocado, superando com folga a margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A trajetória política recente de Braide explica parte de sua consolidação nas intenções de voto. O pré-candidato do PSD disputa em 2026 a sua nona eleição, tendo acumulado passagens pelo Legislativo como deputado estadual e federal antes de conquistar a prefeitura da capital maranhense em 2020 e se reeleger em 2024. Para viabilizar a candidatura ao governo, Braide renunciou ao mandato de prefeito em março deste ano. Em contrapartida, Orleans Brandão estreia nas urnas como postulante a cargo eletivo, tendo como principal credencial a experiência como secretário de Assuntos Municipalistas na gestão de seu tio, o que polariza o pleito entre a experiência administrativa do ex-prefeito e o peso da máquina pública estadual.
Cenário para o segundo turno estadual
Na simulação de um confronto direto de segundo turno, os números colocam Braide ainda mais distante: o pessedista atinge 55% da preferência do eleitorado, contra 33% de Orleans Brandão. Nesse quadro, os indecisos somam 9%, enquanto brancos, nulos ou os que declaram que não votariam em nenhum chegam a 3%. Já na medição ampla de primeiro turno, os demais concorrentes aparecem com pontuações reduzidas: o atual vice-governador Felipe Camarão (PT) tem 10%, seguido pelo ex-senador Roberto Rocha (PRTB), com 3%. André Luís (Missão) e Reginaldo Lima (PCB) anotam 1% cada, ao passo que Dimas Cassimiro (PCO) e Saulo Arcanjeli (PSTU) não pontuaram. Todos estes últimos encontram-se tecnicamente empatados na margem de erro. Votos brancos, nulos e abstenções somam 3%, e 9% dos maranhenses continuam indecisos.
Quem ganha com este panorama é a chapa de Braide, que se consolida como polo aglutinador contra a continuidade da atual gestão, enquanto o grupo governista perde a dianteira imediata e enfrenta o desafio de tornar Orleans Brandão mais conhecido no interior. Ainda assim, restam incertezas relevantes que os dados atuais não respondem por completo, como a real capacidade de transferência de votos de Carlos Brandão e de outras lideranças locais para o seu sobrinho no decorrer da campanha oficial, além do impacto dos palanques nacionais na dinâmica regional maranhense.
Disputa equilibrada pelo Senado Federal
Paralelamente, a Quaest aferiu a preferência para a vaga no Senado pelo Maranhão, desenhando uma disputa consideravelmente mais fragmentada. A deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB) aparece numericamente à frente, com 19%, seguida de perto pelo deputado federal Fufuca (PP), que soma 15%, e por Lahesio Bonfim (Novo), com 12%. Os dois atuais ocupantes do cargo que buscam a renovação de seus mandatos figuram logo atrás: Weverton Rocha (PDT) registra 10% e Eliziane Gama tem 8%. Mais abaixo estão Dr. Hilton Gonçalo (MDB), com 4%, Cidônio Gonçalves (PL), com 2%, e Simplício Araújo (DC) e Raimundo Moreira (PCB), com 1% cada. Wilson Leite (PSTU) e Enilton Rodrigues (Psol) não pontuaram. A indefinição é marcante: 17% dos eleitores não sabem em quem votar para o Senado e 11% pretendem anular ou votar em branco.
O levantamento da Quaest ouviu 900 eleitores entre os dias 21 e 24 de setembro em diversas regiões do Maranhão, com nível de confiança estipulado em 95%. A pesquisa está devidamente protocolada na Justiça Eleitoral sob os registros MA-07074/2026 e BR-04892/2026.
O que está em jogo: a liderança de Eduardo Braide coloca em xeque a hegemonia do grupo político do governador Carlos Brandão no Palácio dos Leões e força o MDB a reavaliar a estratégia de Orleans Brandão. O avanço da campanha nos próximos meses definirá se a máquina estadual conseguirá tirar a desvantagem de 19 pontos e se a indefinição de 17% dos eleitores para o Senado favorecerá a ex-governadora Roseana Sarney ou a renovação com candidaturas como as de Fufuca e Lahesio Bonfim.
Com informacoes de revistaoeste.com.