Pesquisa Quaest aponta Tarcísio de Freitas com 44% contra 27% de Fernando Haddad, refletindo forte aprovação da gestão paulista.

A mais recente pesquisa do instituto Quaest indica uma sólida liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, alcançando 44% das intenções de voto no cenário estimulado. Seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), aparece na segunda colocação com 27%. O levantamento, realizado entre 19 e 22 de setembro com 1.800 eleitores de 16 anos ou mais, aponta uma ampliação da vantagem do atual governador, que havia registrado 42% na sondagem anterior, enquanto o petista manteve-se estagnado no mesmo patamar.
Vantagem ampla no segundo turno
Ao colocar os números em perspectiva, a distância de 17 pontos percentuais na etapa inicial se alarga ainda mais em um eventual segundo turno direto entre ambos, no qual Tarcísio atinge 49% contra 30% de Haddad. A consolidação dessa preferência é reforçada pela cristalização do eleitorado paulista: expressivos 72% dos entrevistados declararam que sua decisão de voto já é definitiva, restando apenas 28% abertos a possíveis mudanças até o dia da votação.
Os números refletem uma percepção pública favorável em relação às diretrizes administrativas adotadas no estado. A aprovação geral da gestão estadual chegou a 58%, contra 25% de reprovação. Quando questionados objetivamente sobre a continuidade do projeto político no Executivo paulista, 59% dos cidadãos defenderam expressamente que Tarcísio merece a reeleição, frente a 35% que optariam por um sucessor. No quesito rejeição, Haddad enfrenta uma barreira de 57% de eleitores que o conhecem e não votariam nele, ante 35% de resistência ao governador.
Disputa acirrada pelas vagas federais
Na corrida pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, o cenário desponta com Guilherme Derrite (PP) na liderança consolidada, somando 16% dos votos, seguido por Marina Silva (Rede), com 13%, e Simone Tebet (PSB), que alcança 12%. Logo atrás figuram André do Prado (PL), com 8%, e Ricardo Salles (Novo), com 3%. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-02456/2026 e com margem de erro de dois pontos percentuais, contou ainda com o nome de Policial Edjane (Agir) na lista de candidatos ao governo, pois sua inscrição estava regular no ato de registro da pesquisa antes do indeferimento pelo TRE em 18 de setembro.
Apesar do quadro desenhado pelo levantamento, o desfecho da disputa ainda depende do comportamento dos 14% de eleitores indecisos e dos 11% que declaram voto em branco ou nulo no primeiro turno, fatias que podem alterar as margens na reta final. Resta saber igualmente se a oposição conseguirá articular estratégias para furar o teto de rejeição que hoje limita o avanço petista no maior colégio eleitoral do país.
O que está em jogo: A consolidação da liderança de Tarcísio de Freitas reforça o modelo de gestão liberal em São Paulo e enfraquece a projeção eleitoral do PT de Fernando Haddad, cabendo observar a capacidade de transferência de votos no Senado e o índice de abstenção registrado pelo TSE no primeiro turno.
Com informacoes de revistaoeste.com.