Rui Costa lidera corrida para o Senado na Bahia em 2026, enquanto Jaques Wagner, João Roma e Angelo Coronel disputam a segunda cadeira.

A corrida eleitoral de outubro de 2026 para o Senado Federal na Bahia reúne dez postulantes para as duas vagas em aberto no Congresso Nacional. A disputa ganha relevo por representar um termômetro direto da força do governismo e da oposição no estado, com a presença de ex-governadores e parlamentares em exercício. Levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data, divulgado em 9 de setembro, traz o ex-ministro da Casa Civil e ex-governador Rui Costa (PT) na liderança com 26% das intenções de voto no cenário consolidado e proporcional.
Logo atrás da liderança isolada, a pesquisa aponta um cenário de indefinição para a segunda cadeira. O atual senador Jaques Wagner (PT) soma 19%, seguido de perto pelo ex-ministro João Roma (PL), que pontua 17%, e pelo senador Angelo Coronel (Republicanos), com 15%. Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, os três nomes figuram em situação de empate técnico, revelando uma competição acirrada entre o bloco governista de esquerda e as forças de centro-direita no estado.
Equilíbrio de forças e patrimônios
A pesquisa foi contratada pela própria Real Time Big Data, ouviu 1.600 eleitores baianos entre os dias 4 e 8 de setembro, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BA-01568/2026. A metodologia considerou a particularidade do pleito de renovação de dois terços do Senado, no qual cada cidadão deposita dois votos, consultando o eleitorado sobre a primeira e a segunda escolha antes de consolidar os índices proporcionais.
Além dos números de intenção de voto, os dados do DivulgaCand do TSE revelam contrastes marcantes no perfil e patrimônio declarado pelos candidatos registrados. Jaques Wagner declarou R$ 24.522.355,65 em bens, seguido por João Roma, que informou R$ 17.016.110,38. Angelo Coronel possui R$ 5.323.335,80 declarados, e Rui Costa registrou R$ 1.264.911,31. O quadro completo de concorrentes conta ainda com Marcelo Santtana (DC, R$ 1.337.000), Gregório Gould (UP, R$ 994.576,10), Carlos Sodré (Mobiliza, R$ 561.000), Marcelo Carvalho (Rede, R$ 540.000), Professora Delliana (Psol, R$ 7.821,28) e Marcelo Millet (PCO, sem bens declarados).
Cenário aberto e indefinições
Na divisão de forças, o Partido dos Trabalhadores busca a dobradinha com Rui Costa e Jaques Wagner, apostando na hegemonia construída no Executivo estadual. Por outro lado, João Roma e Angelo Coronel, inseridos na coligação de oposição “Unidos para mudar a Bahia”, tentam quebrar o domínio petista e conquistar representatividade para o campo conservador e de centro. Resta saber como o eleitorado indeciso vai se comportar na reta final e qual será a taxa real de transferência de votos entre as candidaturas da mesma coligação no momento da urna.
O que está em jogo: A definição das duas vagas baianas no Senado em 4 de outubro de 2026 vai determinar se a base do PT manterá o controle total da representação do estado em Brasília ou se nomes como João Roma e Angelo Coronel conseguirão garantir um espaço estratégico para a oposição federal.
Com informacoes de revistaoeste.com.