Tribunal Superior Eleitoral computa 15 renúncias de candidaturas no Maranhão, alterando chapas para o governo, Senado e Legislativo estadual.

O cenário eleitoral no Maranhão sofreu uma série de alterações antes mesmo do primeiro turno das eleições de 2026. Registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 15 postulantes formalizaram a desistência de suas candidaturas no estado. As renúncias atingem desde a disputa pelo Poder Executivo local até cargos proporcionais e vagas de suplência no Legislativo, demonstrando os intensos ajustes de bastidores característicos do processo eleitoral brasileiro.
Em termos de proporção, o Legislativo estadual concentrou o maior volume de baixas: foram sete nomes retirados da corrida para a Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, representando quase metade de todas as desistências registradas. Para a Câmara dos Deputados, outros cinco candidatos abriram mão de concorrer em Brasília. O restante das renúncias alterou diretamente a composição de chapas majoritárias, incluindo disputas pelo governo estadual e pelo Senado Federal.
Alterações nas chapas para o Executivo
Na corrida pelo Palácio dos Leões, a chapa encabeçada por Reginaldo Lima (PCB) passou por uma reconfiguração interna após o trabalhador rural Bartolomeu Moreira (PCB) renunciar ao posto de candidato a vice-governador. Para preencher a vaga, a legenda remanejou Gato Félix, trabalhador da construção civil que anteriormente figurava na lista de concorrentes a deputado estadual e que, por consequência da mudança de cargo, também entrou para a contagem de renúncias.
Outras movimentações atingiram as suplências ao Senado. Na coligação de Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), Ester Alves (Agir) deixou a primeira suplência, abrindo espaço para uma nova composição com Pastor Porto (Avante) e Fernanda Gonçalo (Mobiliza), que é casada com o titular da chapa. No Psol, a professora Kelly Santos desistiu da segunda suplência de Enilton Rodrigues, sendo substituída pela aposentada Elizabeth Sousa, enquanto Valdeny Barros permaneceu como primeiro suplente.
Impactos nas disputas para o Legislativo
As listas proporcionais também sofreram baixas partidárias relevantes. Entre os que deixaram a corrida para a Assembleia Legislativa estão Pastor Elias Oliveira (PL), Soldado Patrícia (PP), Diego Uber (PRD), Marcos Freitas (Psol), Edilázio Gomes da Silva Júnior (Republicanos) e Cabo Campos (Republicanos). Para a Câmara Federal, abandonaram a disputa Genival Avante Maranhão (Avante), Professora Belfort (Avante), Isabelle Passinho (MDB), Jefferson Cruz (Missão) e Pastor Gil (PL).
O que ainda não se sabe publicamente são as motivações individuais e acordos políticos locais que levaram cada um desses postulantes a formalizar a saída da disputa antes do pleito. Na prática, a desistência enfraquece o quociente eleitoral das legendas que não conseguem substituir seus quadros a tempo, além de redirecionar bases de apoio para outros correligionários.
O que está em jogo: a reorganização de chapas como a do Mobiliza e do PCB no Maranhão redefine alianças e palanques no estado. Cabe acompanhar agora a homologação final dessas trocas pela Justiça Eleitoral e verificar como a distribuição do tempo de propaganda e o quociente partidário impactarão o desempenho das bancadas do PL, Republicanos, Psol e Avante nas urnas.
Com informacoes de revistaoeste.com.