Levantamento da Quaest divulgado em setembro de 2026 aponta disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, além do crescimento de Augusto Cury na terceira via.

Um novo levantamento divulgado pelo instituto Quaest, realizado entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2026, aponta um cenário de forte polarização e disputa acirrada na corrida presidencial. De acordo com os dados registrados sob o código BR-07065/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem rigorosamente empatados dentro da margem de erro em uma eventual disputa direta de segundo turno, registrando 42% contra 41% das intenções de voto, respectivamente.
Nas simulações de primeiro turno, o presidente Lula mantém a dianteira com 37% da preferência do eleitorado, seguido por Flávio Bolsonaro, que oscila entre 29% e 30% conforme o cenário analisado. A principal novidade do levantamento é a consolidação do psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) na terceira colocação, alcançando 10% das intenções de voto e despontando como o nome mais representativo fora do eixo central da disputa entre petismo e bolsonarismo.
Outros nomes testados no primeiro turno figuram mais distantes dos líderes. O coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, aparece com 3% das intenções. Já lideranças como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Pablo Marçal (PRTB) registram 1% cada, patamar semelhante ao de Samara Martins (UP) no segundo cenário avaliado. Os eleitores indecisos somam entre 10% e 11%, enquanto votos em branco, nulos ou abstenções representam 7%.
O instituto também simulou outros quatro confrontos diretos envolvendo o atual chefe do Executivo no segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 42% frente a 37% do adversário. No embate com Augusto Cury, o petista atinge 40% contra 34% do escritor. Em simulações frente a Renan Santos e Romeu Zema, o atual mandatário lidera com 43% a 36% e 44% a 33%, respectivamente, evidenciando que a maior resistência competitiva à reeleição reside, no momento, na candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores a partir dos 16 anos em território nacional, apresentando uma margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O resultado detalha o humor do eleitorado frente às opções de renovação e às forças tradicionais que disputam os rumos do país.
O que esta em jogo: A proximidade dos números entre o projeto estatista da esquerda e a alternativa conservadora de oposição revela que a sociedade brasileira segue atenta e exigente quanto às garantias de liberdade individual, responsabilidade fiscal e respeito aos valores institucionais. O equilíbrio no segundo turno reforça a relevância de propostas firmes de livre mercado e combate ao intervencionismo estatal, indicando que a decisão final dependerá da capacidade de atrair os votos de centro e da terceira via em um ambiente de profunda reflexão sobre o futuro econômico e moral da nação.
Com informacoes de revistaoeste.com.