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Putin reafirma aliança com o Irã e desafia pressão do Ocidente em cúpula na Ásia

Em reunião com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, Vladimir Putin assegurou a manutenção de laços econômicos e apoio mútuo diante das sanções ocidentais.

Por Redação Ponto FixoPublicado 01/09/2026 às 13h02· 3 min de leitura
Putin reafirma aliança com o Irã e desafia pressão do Ocidente em cúpula na Ásia
Foto: Divulgação

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reiterou de forma categórica seu compromisso em manter e aprofundar o apoio político e as relações econômico-comerciais com o Irã. O pronunciamento ocorreu durante uma reunião bilateral com o mandatário iraniano, Masoud Pezeshkian, realizada em Bishkek, capital do Quirguistão, por ocasião da cúpula comemorativa dos 25 anos da Organização para Cooperação de Xangai (OCX). O encontro sela a determinação de ambas as nações em resistir às medidas coercitivas e ao cerco diplomático imposto por potências ocidentais.

Durante a conferência, Putin enfatizou que Moscou se solidariza com Teerã e com a defesa dos interesses nacionais do povo iraniano. O chefe do Kremlin assegurou que a parceria estratégica estabelecida entre os dois países permanecerá inabalável, a despeito do agravamento das turbulências militares e das recorrentes pressões políticas que cercam o regime iraniano no cenário internacional. O alinhamento busca garantir fluxo financeiro e respaldo mútuo em fóruns multilaterais.

Por sua vez, Masoud Pezeshkian agradeceu expressamente a postura firme do governo russo diante das sanções e dos conflitos que atingem seu país. De acordo com informações reportadas pela agência Reuters, o líder de Teerã declarou que a cooperação bilateral é uma ferramenta indispensável para contrapor o que classificou como “unilateralismo” dos Estados Unidos, sinalizando que a frente conjunta com Moscou busca enfraquecer o alcance das medidas punitivas de Washington no tabuleiro global.

A ofensiva diplomática russa também incluiu negociações diretas com a China. Na véspera do encontro com a comitiva iraniana, Putin esteve reunido com o presidente chinês, Xi Jinping, que defendeu a consolidação de laços mais sólidos e promissores entre Pequim e Moscou. Embora os líderes tenham passado em revista os desdobramentos da guerra na Ucrânia, o Kremlin informou que o conflito não monopolizou a conversa, evidenciando que o objetivo central foi a articulação institucional de blocos euroasiáticos menos dependentes do dólar e da liderança americana.

Originalmente concebida para dirimir atritos fronteiriços entre Pequim, Moscou e repúblicas da Ásia Central, a Organização para Cooperação de Xangai consolidou-se como um polo de poder geopolítico. Na cúpula deste ano, além das discussões sobre estabilidade regional e cooperação em defesa, avançou o plano patrocinado por Pequim para instituir o Banco de Desenvolvimento da OCX, estrutura financeira idealizada para subsidiar grandes projetos econômicos entre os Estados-membros sem recorrer às salvaguardas tradicionais do sistema financeiro ocidental.

O que esta em jogo: A consolidação do eixo formado por Rússia, Irã e China no âmbito da OCX evidencia a tentativa estrutural de construir uma ordem multipolar resistente às sanções econômicas lideradas pelos Estados Unidos e seus aliados. Para as democracias ocidentais, a aproximação de potências nucleares com regimes autoritários no Oriente Médio e na Ásia impõe desafios diretos à segurança internacional, à estabilidade do comércio marítimo e à soberania de nações periféricas que dependem do equilíbrio tradicional de poder.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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