Após interdição provocada por aeronave executiva que saiu da pista, terminal carioca retoma operações enfrentando cancelamentos e atrasos na malha aérea nacional.

O Aeroporto Santos Dumont, um dos principais e mais movimentados polos de integração regional e corporativa do Rio de Janeiro, enfrentou momentos de severa interrupção logística após um incidente operacional na tarde de quinta-feira, 27. Um jatinho executivo modelo Embraer Phenom, pertencente a uma empresa privada de manutenção aeronáutica, ultrapassou os limites da pista durante o procedimento de pouso, por volta das 16h10, parando sobre a área gramada adjacente. Embora a tripulação composta por piloto e copiloto não tenha sofrido ferimentos, o bloqueio do trajeto forçou a paralisação completa das atividades do terminal por mais de sete horas.
A resposta operacional exigiu a mobilização da Infraero, estatal responsável pela administração do aeroporto, que conseguiu finalizar o processo de remoção do equipamento apenas às 23h. O impacto imediato sobre a malha foi expressivo: durante o período de suspensão das pistas, 71 voos regulares foram cancelados e outras 15 operações precisaram ser alternadas em caráter emergencial para o Aeroporto Internacional do Galeão (Tom Jobim), evidenciando a dependência de planos de contingência robustos para evitar o colapso total da mobilidade urbana e aérea no estado.
Os reflexos do fechamento noturno se estenderam de forma sensível para as primeiras horas desta sexta-feira, 28. Devido ao cancelamento e desvio de pousos na véspera, diversas aeronaves não pernoitaram nas posições de pátio do Santos Dumont, impossibilitando a execução de itinerários matinais cruciais. Pelo menos 12 decolagens foram canceladas no início da manhã, atingindo diretamente conexões estratégicas para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, além de Brasília e Confins, em Minas Gerais.
A concessionária Aena, responsável pela gestão do Aeroporto de Congonhas na capital paulista, confirmou o impacto em sua grade horária, registrando o cancelamento de uma partida e duas chegadas associadas ao terminal fluminense. A retomada das operações no Santos Dumont, que habitualmente inicia os procedimentos diários às 6h, começou de forma gradual com o primeiro voo partindo às 6h55 rumo a São Paulo, atingindo a regularização e o cumprimento estrito dos horários programados a partir das 8h.
O que esta em jogo: A interrupção prolongada no Santos Dumont expõe a extrema sensibilidade da malha aérea brasileira diante de incidentes na aviação executiva em pistas centrais e de alta demanda. A eficiência dos eixos de negócios, fundamentais para a produtividade e a livre circulação de pessoas e serviços, depende da agilidade e da infraestrutura de resposta a emergências, garantindo que eventos isolados não penalizem milhares de cidadãos e mantenham a segurança jurídica e operacional do setor de transportes.
Com informacoes de revistaoeste.com.