Investigação da Polícia Federal revela que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria encomendado aeronave para garotas de programa, usando-as como ferramenta de lobby com políticos e magistrados.

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) lançam luz sobre as operações de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelando que ele teria solicitado um “avião para as kengas” em abril de 2024. A comunicação, enviada a um de seus operadores, Leo Serrano Giunchetti, ocorreu minutos após Vorcaro receber atualizações sobre um voo com políticos destinado à mesma festa. A PF suspeita que a expressão se referia ao transporte de garotas de programa para eventos com a presença de autoridades.
Os relatórios dos investigadores indicam que a presença dessas mulheres em comemorações de luxo era uma estratégia de lobby. Essa estrutura visava estreitar laços e angariar a simpatia de figuras políticas e do judiciário, segundo o inquérito que apura o escândalo do Banco Master.
Diálogos anteriores do empresário com sua ex-namorada, Martha Graeff, já haviam exposto essa conduta pragmática. Vorcaro declarou textualmente que o uso de garotas de programa em suas festas particulares fazia parte de seu “business”.
Diversas provas sobre as festas de alto padrão financiadas pelo grupo foram colhidas, incluindo reclamações da proprietária de uma mansão em Trancoso, na Bahia. Em mensagens enviadas à equipe de Vorcaro, a proprietária criticou a presença de prostitutas e a superlotação da casa, que excedeu o limite de convidados combinado em contrato. Em fevereiro, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu uma apuração formal sobre a presença de autoridades nessas festas, mas o pedido foi rejeitado pelos ministros da Corte.
O que esta em jogo: A investigação expõe um suposto esquema de lobby sofisticado, usando festas de luxo e garotas de programa para influenciar autoridades, levantando questões sobre a ética e a integridade no relacionamento entre o setor privado e o poder público.
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