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PF dá prazo de dez dias para a Ancine prestar esclarecimentos sobre filme da biografia de Bolsonaro

Polícia Federal solicita documentos à Ancine para apurar se a produção 'Dark Horse' utilizou recursos públicos ou incentivos fiscais federais.

Por Redação Ponto FixoPublicado 22/08/2026 às 14h02· 2 min de leitura
PF dá prazo de dez dias para a Ancine prestar esclarecimentos sobre filme da biografia de Bolsonaro
Foto: Reprodução

A Polícia Federal fixou um prazo de dez dias para que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) preste informações detalhadas a respeito da produção audiovisual “Dark Horse”, cinebiografia planejada para retratar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A determinação ocorre no contexto de diligências policiais que buscam examinar a regularidade dos registros da obra e os mecanismos envolvidos em sua realização.

De acordo com os termos do pedido policial, a agência reguladora deverá enviar registros formais do longa-metragem, dados sobre os responsáveis diretos pela produção e informações relativas a eventuais processos administrativos. O objetivo central é verificar se o projeto cinematográfico obteve qualquer tipo de benefício fiscal, fomento estatal ou recursos federais canalizados por meio das políticas públicas de incentivo ao setor audiovisual brasileiro.

A apuração está vinculada a um inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro André Mendonça. O caso ganhou repercussão após a publicação de alegações veiculadas pelo site Intercept Brasil, que mencionavam acordos de financiamento que poderiam alcançar quase US$ 24 milhões para viabilizar a obra cinematográfica.

Segundo as informações constantes na apuração, montantes que somam pouco mais de US$ 10 milhões (cerca de R$ 61 milhões na cotação referida) teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 ao fundo norte-americano Havengate Development Fund LP, ligado ao advogado Paulo Calixto, defensor do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Posteriormente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou a captação de R$ 61 milhões junto a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, reiterando que os montantes foram direcionados integralmente ao filme e considerando o tema “página virada” após a realização da prestação de contas.

O que esta em jogo: O escrutínio institucional sobre produções culturais ligadas a figuras políticas de relevância nacional reflete o rigor e as exigências de transparência quanto ao uso de mecanismos fiscais e fluxos financeiros no setor audiovisual. A investigação em curso no Supremo Tribunal Federal visa esclarecer a conformidade dos repasses privados e garantir que não tenha havido destinação irregular de recursos públicos federais na estruturação do projeto.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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