Quadro eleitoral no Maranhão conta com oito postulantes ao governo estadual, fortes contrastes patrimoniais e alianças estratégicas.

A corrida pelo comando do Poder Executivo do Maranhão entra em uma fase decisiva com a definição de oito candidaturas para suceder o atual governador Carlos Brandão (MDB), que se aproxima do encerramento de seu segundo mandato consecutivo. A chefia do Palácio dos Leões, a ser assumida pelo vencedor a partir de 1º de janeiro de 2027, coloca em evidência divergências ideológicas, alianças partidárias e perfis políticos bastante contrastantes em um Estado que reúne cerca de 7 milhões de habitantes, figurando como o 12º mais populoso do Brasil segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O cenário local reflete uma dinâmica partidária fragmentada, com apenas três candidatos articulando coligações formais, enquanto outros cinco concorrem isoladamente em chapas puras. Um dos pontos marcantes da disputa é a postura adotada pelo Partido Liberal (PL), que oficializou posição de neutralidade na eleição estadual. Por outro lado, siglas declaradamente de esquerda apresentaram quatro candidaturas próprias, representadas pelo PT, além das legendas nanicas PCB, PCO e PSTU, evidenciando a ausência de um consenso unificado entre as correntes progressistas maranhenses.
No campo patrimonial, as declarações entregues à Justiça Eleitoral revelam abismos financeiros evidentes entre os postulantes. O atual vice-governador Felipe Camarão (PT), que encabeça a coligação com PSB, Psol, Rede, PCdoB e PV em sua segunda disputa eleitoral, declarou R$ 5,2 milhões em bens. Em seguida, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB), que chega à sua décima corrida eleitoral e concorre sem alianças, apresentou R$ 3,5 milhões. Orleans Brandão (MDB), administrador e sobrinho do atual governador, estreia nas urnas apoiado por PDT, Republicanos, Podemos, PRD e Solidariedade com R$ 2,5 milhões declarados. Já o ex-prefeito da capital Eduardo Braide (PSD), apoiado pelo Novo, registrou patrimônio de R$ 1 milhão, enquanto Saulo Arcanjeli (PSTU), em sua nona tentativa eleitoral, reportou R$ 656 mil.
Em contrapartida à ala que declarou patrimônio milionário, outros candidatos informaram não possuir bens registrados junto à Justiça Eleitoral. O empresário André Luís (Missão), postulante estreante na política partidária, concorre sem coligação nessa condição. O professor Dimas Cassimiro (PCO), em sua terceira disputa após tentativas para os legislativos estadual e federal, e o radialista Reginaldo Lima (PCO), que disputa sua segunda eleição após concorrer a vice-prefeito de Imperatriz, também declararam patrimônio zerado.
O que esta em jogo: A sucessão no Maranhão ocorre em um contexto de necessidade urgente de modernização administrativa, atração de investimentos privados e fortalecimento da liberdade econômica para superar históricos desafios sociais. O desfecho da eleição definirá se a gestão pública estadual continuará sob influência da atual máquina governamental e de alianças alinhadas à esquerda, ou se abrirá caminho para modelos focados na responsabilidade fiscal, desregulamentação e valorização dos produtores e trabalhadores do Estado.
Com informacoes de revistaoeste.com.