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Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para barrar tarifa de 25% que pode prejudicar exportadores brasileiros

Senador embarca para Washington para defender o Brasil em audiência que discute a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, alertando para impactos negativos na economia nacional e para os consumidores.

Por Redação Ponto FixoPublicado 05/07/2026 às 09h04· 2 min de leitura
Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para barrar tarifa de 25% que pode prejudicar exportadores brasileiros
Foto: Vittor Sales

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para os Estados Unidos na noite deste sábado, 4, com o objetivo de intervir em uma questão comercial crítica que pode resultar na imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A viagem tem como foco principal a participação em uma audiência pública na terça-feira, 7, promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

O USTR é o órgão responsável pela investigação que pode culminar em uma sobretaxa de 25% sobre diversas mercadorias brasileiras. Em sua participação, agendada para as 10h, horário local de Washington (11h em Brasília), Flávio Bolsonaro pretende apresentar argumentos contundentes contra a adoção dessa medida, buscando convencer as autoridades norte-americanas a encontrar uma solução negociada para o impasse.

A preocupação central do senador é com o impacto econômico de tal tarifaço. Em sua avaliação, a medida não apenas prejudicaria significativamente os exportadores brasileiros, tornando seus produtos menos competitivos no mercado americano, mas também atingiria os consumidores no Brasil ao potencialmente encarecer produtos importados ou gerar retaliações comerciais. Além disso, o congressista sugere que a imposição de tarifas poderia trazer benefícios políticos ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes mesmo de embarcar, Flávio Bolsonaro já havia enviado ao USTR um relatório detalhado de 86 páginas, solicitando formalmente a suspensão da tarifa proposta e, notavelmente, pedindo que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não seja incluído nas discussões comerciais. A inclusão do Pix na disputa indica a amplitude e a complexidade das questões em análise.

A expectativa no cenário comercial é alta, com a decisão norte-americana sobre o aumento das tarifas prevista para ser anunciada até o dia 15. A audiência também contará com a presença de Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que representará importantes entidades da indústria brasileira, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), sublinhando a gravidade do tema para o setor produtivo nacional.

O que está em jogo: A possível sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros pode desequilibrar a balança comercial entre Brasil e EUA, afetando exportadores, empregos e o custo de vida dos brasileiros, tornando crucial a defesa de uma solução negociada para evitar um impacto econômico adverso.

Com informacoes de fonte.

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