Líder iraniano endossa memorando de entendimento com os Estados Unidos após garantias do presidente do Irã sobre a proteção dos interesses nacionais.

O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, concedeu sua permissão para o avanço das tratativas de um memorando de entendimento com os Estados Unidos, apesar de ter expressado uma “visão diferente” e uma oposição inicial ao acordo. A aprovação veio após o presidente iraniano assumir formalmente a responsabilidade pela salvaguarda dos interesses nacionais e dos direitos da nação iraniana.
Em uma comunicação divulgada na última quinta-feira, 18, em sua rede social X, Khamenei dirigiu-se à “apaixonada e leal nação do Irã”, elogiando o empenho das autoridades iranianas. Ele destacou que os oficiais trabalharam no acordo com “sincera preocupação e boa vontade”, buscando proteger os interesses do país e da “Frente de Resistência”.
A mudança de postura de Khamenei foi justificada pelas garantias oferecidas pelo Executivo iraniano. O presidente do Irã, que também ocupa a chefia do Conselho Supremo de Segurança Nacional, comprometeu-se explicitamente a não ceder a “demandas excessivas” dos Estados Unidos. O líder supremo afirmou que o povo iraniano observará de perto o cumprimento dessas condições.
Aproveitando o pronunciamento, o aiatolá criticou a postura norte-americana nas negociações, acusando o então presidente dos EUA, Donald Trump, de pressionar pela assinatura do memorando “por desespero” e de utilizar “todos os tipos de alavancagem” para forçar o desfecho do acordo diplomático.
O que está em jogo: A aprovação de Khamenei, mesmo com ressalvas, sinaliza um caminho para o diálogo diplomático entre Irã e EUA, mas a vigilância sobre o cumprimento das garantias internas e a postura americana continuam sendo pontos críticos que determinarão o futuro da relação e os impactos regionais.
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