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Defesa de empresário Henrique Vorcaro acusa família de ‘Sicário’ de chantagem em petição ao STF

A defesa de Henrique Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, alega que a família de Luiz Phillipi Mourão, o 'Sicário', estaria praticando chantagem, buscando reverter acusações da Polícia Federal.

Por Redação Ponto FixoPublicado 18/06/2026 às 17h04· 3 min de leitura
Defesa de empresário Henrique Vorcaro acusa família de 'Sicário' de chantagem em petição ao STF
Foto: Reprodução/Redes sociais

A defesa do empresário Henrique Vorcaro protocolou nesta quinta-feira, 18, uma petição junto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual acusa Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, de suposta chantagem. O documento busca contrapor o relatório da Polícia Federal (PF) que fundamentou a prisão de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero.

As alegações da defesa, representadas pelos advogados Eugênio Pacelli, Frederico Horta e Sérgio Quintão, surgem a partir de mensagens apreendidas pela PF, que indicariam que Joana Mourão possuía “material para acabar com a família inteira” de Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo os advogados, esses contatos com intenção agressiva teriam se iniciado logo após a morte de “Sicário” por suicídio, ocorrida em uma cela da Superintendência da PF em Minas Gerais, no dia 4 de março. A defesa sustenta que seu cliente se tornou alvo de assédio por parte de credores que buscavam antecipar o recebimento de valores.

A petição solicita que o ministro André Mendonça determine o depoimento compulsório de Joana Mourão, a fim de que ela apresente suas provas ao tribunal. Os advogados de Vorcaro negam veementemente qualquer tentativa de suborno ou calote para silenciar testemunhas. Eles afirmam que os pagamentos mensais de R$ 200 mil, mencionados pela PF, faziam parte de um contrato legítimo de parceria em um empreendimento imobiliário localizado no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A defesa aponta que as transações bancárias teriam sido amparadas por um termo assinado no final de 2025, referente à remuneração por serviços de segurança e intermediação imobiliária prestados por Mourão, e que os dados financeiros foram integralmente entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR). A equipe jurídica de Vorcaro acusa a PF de uma “interpretação maldosa e descontextualizada dos fatos” para induzir o relator do caso a erro.

A investigação da PF, por sua vez, mantém a tese de que “Sicário” liderava um grupo armado denominado “A Turma”, cujo propósito seria intimidar e perseguir rivais comerciais do Banco Master. Relatórios da corporação também apontam que Henrique Vorcaro desembolsaria R$ 400 mil mensais para financiar uma suposta rede de espionagem dentro da própria Polícia Federal. Esse montante abasteceria o agente aposentado Marilson Roseno da Silva, suposto responsável por furtar informações sigilosas sobre investigações em curso. Roseno utilizaria Pix, presentes e gratificações de fim de ano para subornar servidores ativos da PF. A defesa de Henrique Vorcaro reitera a falta de provas sobre os crimes de corrupção e pleiteia a revogação imediata de sua prisão ou a aplicação de medidas cautelares mais brandas junto ao STF.

O que está em jogo: A disputa entre a defesa de Vorcaro e a PF sobre a natureza dos pagamentos e as acusações de chantagem pode redefinir os rumos da Operação Compliance Zero e impactar a liberdade do empresário, enquanto a credibilidade das investigações da Polícia Federal é questionada.

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