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Ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, condecorado na Bahia, vira alvo crucial em nova fase da Operação Compliance Zero

Empresário Augusto Lima, condecorado em 2023 pelo Legislativo da Bahia, está no centro da 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigado por ligações com o senador Jaques Wagner e supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB.

Por Redação Ponto FixoPublicado 18/06/2026 às 15h02· 2 min de leitura
Ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, condecorado na Bahia, vira alvo crucial em nova fase da Operação Compliance Zero
Foto: Paulo Mocofaya/Alba

O empresário Augusto Lima, que em 2023 foi agraciado com a Comenda 2 de Julho pela Assembleia Legislativa da Bahia, tornou-se um dos principais alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira, 18. Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, é investigado por supostas conexões com o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado.

As investigações da PF apontam que Wagner teria atuado como intermediador para que Lima tentasse persuadir Ricardo Lewandowski a prestar consultoria jurídica ao Banco Master. O senador também foi alvo de mandados de busca e apreensão na mesma operação, que apura possíveis irregularidades financeiras ligadas à instituição bancária.

Há ainda suspeitas de que Wagner tenha recebido benefícios de Lima. Uma mensagem do enteado do senador, Eduardo Sodré Martins, cobrando pagamentos supostamente ilícitos, serve de base para essa linha de investigação. Wagner, por sua vez, nega qualquer irregularidade e refuta ligações com as fraudes do Banco Master. A defesa de Lima classificou as diligências como “desnecessárias”, reiterando que seu cliente “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”.

A PF aprofundou a análise de documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos, recolocando Lima no foco das investigações. Segundo os apuradores, o empresário teria participado de movimentações para facilitar a transferência de ativos do Banco Master, onde atuava, para o Banco de Brasília (BRB), em um período em que a instituição enfrentava séria deterioração financeira. A trajetória de Lima, de 46 anos, que começou vendendo velas e abadás, e ascendeu para se tornar CEO do Banco Master e idealizador do Credcesta, está sob intensa apuração, com grande parte de suas referências questionadas pelas autoridades.

O que está em jogo: A operação expõe a fragilidade da integridade em esferas de poder e economia, gerando questionamentos sobre a transparência nas relações público-privadas e o impacto na confiança nas instituições financeiras e políticas.

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