Pesquisa BTG Pactual/Nexus revela que a desaprovação ao presidente Lula subiu para 51%, enquanto 46% dos brasileiros avaliam sua gestão como ruim ou péssima a quatro meses do fim do mandato.

A percepção da sociedade brasileira sobre o governo federal segue em trajetória de evidente desgaste. De acordo com o mais recente levantamento realizado pelo instituto BTG Pactual/Nexus, divulgado nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, a desaprovação pessoal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou a marca de 51% do eleitorado nacional. Em contrapartida, os que afirmam aprovar o chefe do Executivo somam 46%, delineando um cenário de maioria crítica à sua condução a apenas quatro meses do término formal do terceiro mandato.
O levantamento aponta uma deterioração gradual nos números do mandatário em comparação com a rodada realizada na semana anterior. Naquela ocasião, a taxa de rejeição ao petista registrava 49%, subindo agora 2 pontos porcentuais. Já a aprovação realizou o movimento inverso, recuando de 48% para os atuais 46%. Essa inversão demonstra que a insatisfação com as diretrizes do Planalto tem se consolidado em diversas camadas da população, refletindo o distanciamento entre as promessas oficiais e o sentimento real das famílias e dos setores produtivos.
Quando questionados sobre a avaliação geral da administração federal após mais de três anos e meio de gestão, os entrevistados reforçaram o tom negativo. Para 46% dos brasileiros, a atual gestão é considerada ruim ou péssima, o que representa um avanço de 3 pontos em relação à sondagem antecedente, quando o índice era de 43%. O grupo que avalia o governo como bom ou ótimo alcançou 37% — ante 35% na sondagem anterior —, enquanto 18% dos entrevistados classificam o mandato como regular.
A pesquisa do BTG/Nexus ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026. O estudo estatístico apresenta uma margem de erro estimada em 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Os dados foram devidamente protocolados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código de registro BR-08900/2026, cumprindo os ritos regulamentares para levantamentos no período pré-eleitoral.
O que está em jogo: A ampliação da rejeição a Lula evidencia o ceticismo do eleitorado diante de um modelo de governança marcado pelo intervencionismo e pelo inchaço estatal, pilares historicamente contrários à eficiência do livre mercado e à responsabilidade fiscal. O avanço da desaprovação no momento em que o petista busca a reeleição sugere que os cidadãos cobram resultados práticos na economia, maior transparência institucional e respeito às liberdades fundamentais, tornando o ambiente eleitoral altamente desafiador para a continuidade do projeto de poder da esquerda no país.
Com informacoes de revistaoeste.com.