Em congresso do partido Rússia Unida, Vladimir Putin afirmou que as tentativas ocidentais de desestabilizar a Rússia e de enfraquecer o país militarmente falharam, ao mesmo tempo em que a Ucrânia intensifica ataques contra infraestrutura russa.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou neste domingo que as investidas do Ocidente para desestabilizar e enfraquecer a Rússia militarmente foram um fracasso. A afirmação foi feita durante o congresso do partido governista Rússia Unida, onde Putin ressaltou a necessidade de a Rússia permanecer “forte e soberana” para garantir sua própria existência no cenário global.
Segundo o líder russo, momentos de fragilidade são percebidos por outras nações como um convite para desrespeitar Moscou e agir “pela força”. Ele reiterou que o Ocidente “tentou nos enfraquecer e eliminar a Rússia como uma força global, mas nunca conseguiu e não conseguirá”, numa clara demonstração da postura de resiliência que busca projetar para seu país.
Em paralelo às suas declarações sobre a postura ocidental, Putin também abordou a situação da guerra na Ucrânia, alegando que o país vizinho tem perdido terreno nas linhas de frente e, por isso, estaria intensificando ataques contra a infraestrutura russa. O presidente citou ações classificadas por ele como “terroristas”, reforçando a narrativa de que a Rússia enfrentará “todos os desafios”. As declarações coincidem com a informação de que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou ataques a duas refinarias de petróleo russas durante a madrugada de domingo.
A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa, já resultou em milhares de mortes, milhões de deslocados e uma série de sanções econômicas contra Moscou. Apesar de avanços e recuos de ambos os lados ao longo dos anos, os combates permanecem intensos, concentrados em diferentes regiões da Ucrânia, com ataques frequentes a alvos militares e de infraestrutura.
A postura de Putin, em meio ao congresso de seu partido, visa consolidar o apoio interno e projetar uma imagem de força e inabalabilidade diante dos desafios externos. Ao mesmo tempo, a retórica sobre eleições legislativas “abertas e livres” marcadas para setembro e o pedido para que os integrantes do Rússia Unida ampliem o contato direto com a população sugerem um esforço para fortalecer a legitimidade política e o engajamento cívico em um período de conflito e pressões internacionais.
O que está em jogo: As declarações de Putin indicam a consolidação de uma narrativa interna de resistência e sucesso contra as pressões ocidentais, buscando reforçar a soberania russa e o apoio popular em meio à guerra na Ucrânia e às sanções internacionais.
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