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PF pede mais tempo para analisar provas contra Lulinha em caso de fraudes no INSS; STF cobra agilidade

A Polícia Federal solicitou ao STF mais tempo para periciar materiais apreendidos na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS, com a análise de provas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ainda pendente. O ministro André Mendonça tem manifestado preocupação com a lentidão da investigação.

Por Redação Ponto FixoPublicado 29/06/2026 às 19h04· 3 min de leitura
PF pede mais tempo para analisar provas contra Lulinha em caso de fraudes no INSS; STF cobra agilidade
Foto: Reprodução automática pausada

A Polícia Federal (PF) comunicou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a necessidade de um prazo maior para concluir a análise de materiais relevantes para a investigação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O processo faz parte da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorizada em fevereiro, está entre as diligências ainda não finalizadas.

O ministro Mendonça havia estipulado um prazo de 60 dias para a perícia de diversos equipamentos, como celulares, computadores e HDs, apreendidos com os investigados. No entanto, a corporação informou, em resposta enviada ao STF no último dia 9, que a análise dos materiais apreendidos com os presos deve ser concluída em até 30 dias, mas a perícia dos equipamentos dos demais investigados pode se estender por até seis meses. A PF justifica a demora pela falta de efetivo, citando que apenas 11 servidores atuam na investigação, enquanto seriam necessários mais de 40. Cerca de 40% dos 1,7 mil itens apreendidos já foram analisados.

Além da questão do tempo, o STF tem demonstrado preocupação com mudanças na equipe investigativa. André Mendonça determinou que a PF mantivesse a equipe original e justificasse quaisquer alterações, avaliando que as trocas contribuíram para o atraso. Contudo, o delegado responsável pela Operação Sem Desconto teve que se afastar para retornar à sua região de origem. Anteriormente, o inquérito havia sido transferido da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, setor responsável por casos que envolvem autoridades com foro privilegiado, gerando questionamentos e críticas da oposição.

Essas alterações e a percepção de morosidade têm alimentado especulações sobre uma possível proteção a Lulinha. Uma das linhas de investigação busca determinar se o filho do presidente seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como um dos principais operadores do esquema fraudulento. As implicações dessas mudanças na condução da investigação são significativas, podendo impactar a percepção pública sobre a lisura e a eficiência dos órgãos de persecução penal.

Outro ponto crucial sem definição é a tentativa de um novo acordo de colaboração premiada com o empresário Maurício Camisotti, negociada desde o início de maio entre a defesa, a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A primeira proposta foi rejeitada pela PGR, que exigiu o reinício das negociações por não ter participado das tratativas iniciais. A Polícia Federal também identificou transferências da Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos, uma das principais investigadas, para empresas ligadas ao empresário, o que ressalta a importância da conclusão das análises e do avanço das negociações de delação para o desdobramento do caso.

O que está em jogo: A lentidão e as mudanças na condução da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS e tem Lulinha entre os alvos, podem gerar questionamentos sobre a transparência e a efetividade do combate à corrupção, com potenciais impactos na confiança nas instituições públicas.

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