Pesquisa AtlasIntel aponta Eduardo Paes com 51,1% contra 42,1% de Douglas Ruas no segundo turno, mostrando forte aperto na disputa ao governo do Rio.

A corrida pelo Palácio Guanabara ganhou contornos de maior competitividade com a divulgação do mais recente levantamento do instituto AtlasIntel. Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança com 51,1% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Douglas Ruas (PL) alcança 42,1%. O cenário aponta para uma redução consistente na distância entre os dois principais concorrentes, com brancos e nulos somando 5,4% e indecisos representando 1,5% do eleitorado fluminense.
No primeiro turno, a vantagem de Paes também se mantém, com o candidato do PSD somando 44,1% das preferências, contra 35,7% de Douglas Ruas. Em patamares inferiores na disputa aparecem Anthony Garotinho (Republicanos), com 6,3%, e André Marinho (Novo), com 3,8%. Candidatos como Coronel Busnello (Missão) e William Siri (PSOL) pontuam 3% cada, seguidos por Juliete (UP), com 1,3%, Cyro Garcia (PSTU), com 0,7%, e Luan Monteiro (PCO), que não pontuou. Votos brancos e nulos no primeiro turno somam 2%.
Tendência de crescimento e redução de margem
A análise da série histórica do instituto revela uma trajetória de encurtamento da dianteira de Paes. Em 31 de agosto, a diferença entre os dois postulantes era de 16 pontos percentuais no primeiro turno, quando Paes marcava 43,6% contra 27,6% de Ruas. Na rodada seguinte, em 20 de setembro, a margem recuou para 13,3 pontos (45,7% a 32,4%), chegando agora a apenas 8,4 pontos percentuais de diferença. Essa dinâmica evidencia que o crescimento de Ruas tem se dado em ritmo superior ao do líder.
O levantamento da AtlasIntel ouviu 1.836 eleitores entre os dias 22 e 27 de setembro por meio de metodologia de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança estatística de 95%. Os dados foram devidamente protocolados junto à Justiça Eleitoral sob os registros RJ-09456/2026 e BR-07401/2026.
Movimentação de alianças e eleitorado indefinido
O atual equilíbrio de forças traz implicações diretas para a montagem de apoios na reta final. Enquanto o grupo governista tenta estancar a sangria de votos e consolidar a vitória sem sustos, o campo conservador ganha tração com a transferência de votos da base de direita. Contudo, ainda não se sabe em que medida a fatia de votos de legendas menores, como Republicanos e Novo, migrará automaticamente para o candidato do PL caso ocorra uma segunda rodada de votação.
O que está em jogo: a confirmação de um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas exigirá a atração direta dos 18,1% de votos dispersos entre candidatos menores, brancos e nulos no primeiro turno. Resta observar se o ritmo de crescimento de Ruas será suficiente para superar os 9 pontos de vantagem de Paes na reta final oficializada pelo TSE.
Com informacoes de revistaoeste.com.