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Ministro Fachin lidera força-tarefa para frear supersalários no Judiciário, em meio a impasse no STF

O presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, mobiliza um grupo de trabalho para revisar os pagamentos extrateto de magistrados, buscando uma solução legislativa enquanto o Supremo julga os limites dos 'penduricalhos'.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/06/2026 às 11h02· 2 min de leitura
Ministro Fachin lidera força-tarefa para frear supersalários no Judiciário, em meio a impasse no STF
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em um movimento decisivo para enfrentar uma das questões mais controversas do sistema judiciário brasileiro, o ministro Edson Fachin, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou a primeira reunião de um grupo de trabalho focado em realizar um “pente-fino” nos chamados “penduricalhos” da remuneração de magistrados em todo o país. A iniciativa, que ocorreu nesta terça-feira, 30, surge em um cenário de debate intenso sobre os limites salariais no serviço público, especialmente no Poder Judiciário.

O grupo, de caráter colaborativo, é composto por representantes de diversos setores, incluindo outros Poderes, órgãos constitucionais autônomos, instituições acadêmicas, associações e entidades da sociedade civil, além de especialistas. A meta é discutir e elaborar propostas legislativas que possam criar uma disciplina remuneratória uniforme e compatível com os preceitos constitucionais, especialmente no que tange aos pagamentos que excedem o teto de R$ 46,3 mil.

A urgência em addressing o tema é sublinhada pelo fato de que o próprio STF está em fase de julgamento de embargos de declaração sobre a regra que impôs limites aos pagamentos de penduricalhos tanto no Judiciário quanto no Ministério Público. Esse contexto confere ao trabalho do grupo liderado por Fachin uma relevância ainda maior, pois a busca por uma solução legislativa no CNJ pode complementar ou mesmo influenciar as decisões do Supremo, visando uma harmonização e racionalização dos vencimentos.

Fachin enfatizou que o momento exige um avanço significativo para uma disciplina de caráter legislativo. O objetivo é fortalecer a confiança da sociedade nas instituições públicas, garantindo que a remuneração da magistratura esteja alinhada com os parâmetros constitucionais e com a percepção de justiça por parte da população. A iniciativa é vista como parte de uma “agenda de Estado” mais ampla, focada na integridade e na transparência.

A expectativa do ministro é que o grupo produza subsídios qualificados, capazes de pavimentar o caminho para a construção de soluções duradouras. Isso implica em um estudo aprofundado das normativas existentes e na proposição de novas abordagens que possam equilibrar a necessidade de valorização da carreira com a responsabilidade fiscal e o respeito ao teto constitucional. A sociedade, atenta aos custos do Estado, acompanha de perto esses desenvolvimentos.

O que está em jogo: A revisão dos penduricalhos e a busca por um teto remuneratório claro e respeitado são cruciais para a credibilidade do Judiciário e para a contenção de gastos públicos, impactando diretamente a percepção de justiça e equidade na administração pública.

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