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Lula lamenta foco de sabatina e ataca cobertura da Lava Jato após cobranças na TV

Em agenda na Bahia, o petista manifestou descontentamento com perguntas sobre escândalos e voltou a exigir retratação da imprensa por investigações da Lava Jato.

Por Redação Ponto FixoPublicado 28/08/2026 às 19h02· 3 min de leitura
Lula lamenta foco de sabatina e ataca cobertura da Lava Jato após cobranças na TV
Foto: Lula Oficial / Wikimedia

Durante agenda política realizada no Estado da Bahia em uma sexta-feira, 28, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou insatisfação com a abordagem adotada pelos entrevistadores durante a sabatina transmitida pela TV Globo na noite anterior. O petista declarou que considera “triste” a impossibilidade de aprofundar o debate sobre planos de governo, diante da insistência dos jornalistas em pautar investigações e temas delicados envolvendo aliados próximos e o histórico do Partido dos Trabalhadores.

Em seu pronunciamento, Lula ponderou sobre o papel da imprensa, afirmando não esperar condescendência em questionamentos midiáticos, mas criticou o foco atribuído às suspeitas. “Nunca espero que um jornalista vá fazer pergunta para me agradar. Eles estão lá para fazer pergunta profissionalmente, daquilo que eles entendem que pode resolver, ou criar caso, ou colocar em dúvida a candidatura. Foi assim com todos os candidatos. O que é triste nisso é que você sempre se prepara para tentar discutir propostas do futuro do Brasil”, afirmou o mandatário.

A condução da entrevista pela bancada do telejornal gerou incômodo evidente ao longo da transmissão conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos na quinta-feira, 27. Na ocasião, diante da sucessão de indagações a respeito de apurações policiais e judiciais, o candidato petista chegou a desabafar que a dinâmica lembrava um interrogatório formal, afirmando que “estava parecendo que eu estava no Ministério Público”.

No palanque baiano, ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA), Lula saiu em defesa explícita do correligionário, que havia sido citado na sabatina em razão de uma investigação conduzida pela Polícia Federal relacionada ao Banco Master. O presidente assegurou confiar na integridade do senador petista, sustentando veementemente: “Tenho consciência que o Wagner é honesto”.

A reação do petista também se estendeu ao histórico de combate à corrupção no país, voltando a atacar a Operação Lava Jato e cobrando um pedido de desculpas dos veículos de comunicação. Lula acusou os órgãos de imprensa de difundirem inverdades durante a operação, recebendo a réplica da jornalista Renata Vasconcellos de que a emissora cumpriu seu dever de noticiar os fatos. O presidente insistiu na crítica aos trabalhos investigativos conduzidos no passado, disparando que “a imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado [Sergio] Moro, chamado [Deltan] Dallagnol”.

O que esta em jogo: A postura combativa de Lula contra as apurações judiciais e o escrutínio jornalístico reflete a permanente tentativa da esquerda de reescrever a memória dos grandes esquemas de corrupção desbaratados no Brasil. Ao minimizar investigações em andamento e atacar figuras centrais da Lava Jato, o petista busca consolidar uma narrativa de vitimização, desviando a atenção da opinião pública sobre o rigor institucional, a transparência pública e a necessária vigilância sobre o uso do poder estatal.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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