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Indicadores revelam promessas não cumpridas por Flávio Dino no Maranhão

Levantamentos socioeconômicos mostram que o Maranhão segue nas piores posições em IDH, analfabetismo e renda após os mandatos de Flávio Dino.

Por Redação Ponto FixoPublicado 03/09/2026 às 07h02· 3 min de leitura
Indicadores revelam promessas não cumpridas por Flávio Dino no Maranhão
Foto: Lula Marques

Ao tomar posse em seu primeiro mandato como governador do Estado do Maranhão, no dia 1º de janeiro de 2015, Flávio Dino apresentou um conjunto de metas voltadas a transformar os indicadores sociais e econômicos da região. Então filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o político declarou formalmente a intenção de erradicar o analfabetismo e reverter os índices de vulnerabilidade por meio de programas governamentais específicos, discursando à época diretamente do Palácio dos Leões.

Entre as iniciativas centrais apresentadas na ocasião estava o plano Mais IDH, desenhado para atuar sobre os trinta municípios maranhenses com os menores índices de desenvolvimento. No discurso oficial de abertura da gestão, Dino afirmou: “Por intermédio desse plano, vamos adotar ações nas 30 cidades que têm o pior IDH do Maranhão. O que nós queremos é que, ao fim do governo, não tenha nenhuma cidade maranhense no rol das cem piores do Brasil.” No entanto, os números consolidados mostram um cenário distante dos compromissos estabelecidos.

O político encerrou sua passagem pelo Executivo maranhense em 2 de abril de 2022. De acordo com os dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 2024, o Maranhão figura na última colocação entre as 27 unidades federativas do país, somando uma pontuação de 0,745, enquanto o Distrito Federal registrou o maior índice nacional, atingindo 0,866. O resultado evidencia a persistência das fragilidades estruturais no estado após dois mandatos consecutivos sob a mesma diretriz política.

Os déficits também permanecem no setor educacional e na atividade econômica. O combate ao analfabetismo, outra promessa de campanha, não alcançou a erradicação prevista: o estado mantém uma taxa de analfabetismo de 10,9%, sendo a quinta maior do Brasil, superada apenas por Ceará, Paraíba, Alagoas e Piauí. Paralelamente, no campo da geração de renda e incentivo produtivo, registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que oito das dez cidades brasileiras com o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país estão localizadas em território maranhense.

Mesmo após a renúncia ao cargo em 2022 para disputar e vencer a eleição ao Senado — trajetória que posteriormente o levou ao posto de ministro do Supremo Tribunal Federal —, a influência política de Dino sobre os rumos do Maranhão permanece em evidência. Suas articulações ainda repercutem nos bastidores do Palácio dos Leões, incidindo em disputas que envolvem seu sucessor estadual e indicações estratégicas no Tribunal de Contas do Estado.

O que esta em jogo: A análise dos resultados de gestões públicas prolongadas é um elemento essencial para aferir a eficácia de projetos políticos baseados na expansão do controle estatal sobre o desenvolvimento social. O descompasso entre as metas anunciadas e os índices econômicos reais demonstra a relevância de reformas estruturais focadas na liberdade econômica, no empreendedorismo e na eficiência administrativa, fatores determinantes para a superação definitiva da pobreza e para o fortalecimento das instituições republicanas.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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