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Flávio Bolsonaro desafia cerco do TSE no MA

Em carreata no Maranhão, Flávio Bolsonaro exibe foto do pai e desafia restrições da Justiça Eleitoral sobre o uso de imagens na campanha.

Por Redação Ponto FixoPublicado 22/09/2026 às 22h03· 3 min de leitura
Flávio Bolsonaro desafia cerco do TSE no MA
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, mobilizou apoiadores nas ruas de São Luís, no Maranhão, nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026. Acompanhado por uma comitiva em carreata e motociata que teve concentração no pátio de uma loja Havan, pertencente ao empresário Luciano Hang, o parlamentar vestiu as cores verde e amarela, empunhou a bandeira nacional e ergueu um quadro com o retrato de Jair Bolsonaro perante o público.

O ato na capital maranhense marca a continuidade de uma intensa peregrinação eleitoral pela Região Nordeste, historicamente um reduto de disputas acirradas. Ao longo dos últimos sete dias, Flávio percorreu compromissos no Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Bahia, após ter iniciado a campanha oficial por Alagoas, base eleitoral de seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL).

Decisões judiciais impõem barreiras à campanha

A exibição direta do retrato do ex-presidente ocorre em um momento de forte tensão institucional entre a chapa conservadora e órgãos da Justiça Eleitoral. Recentemente, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha concedeu liminar restabelecendo a proibição do uso da imagem e de declarações de Jair Bolsonaro em propagandas eleitorais, suspendendo entendimento prévio do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que havia autorizado o material.

A ofensiva jurídica contra a presença simbólica do líder da direita não se limita à corrida presidencial. Na quinta-feira, 17 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinou a retirada imediata do ar de uma peça de propaganda de Michelle Bolsonaro, após representação movida pela candidata do PT ao Senado, Erika Kokay. O veto levou Michelle a publicar um vídeo em tom de desabafo nas redes sociais na segunda-feira, 21, no qual cobriu o rosto da foto do marido afirmando que dói esconder a imagem de quem se encontra preso e silenciado.

Disputa política e indefinições jurídicas

De um lado, a oposição de esquerda busca explorar o cerco judicial para enfraquecer o recall eleitoral do bolsonarismo e frear o crescimento da chapa nas capitais nordestinas. Do outro, a campanha do Partido Liberal aposta na mobilização popular espontânea nas ruas como resposta aos seguidos vetos impostos pelo Judiciário, transformando a restrição de imagem em bandeira de resistência e liberdade de expressão política.

Ainda permanece indefinido se a exibição física de quadros e fotografias em manifestações públicas de rua poderá ser enquadrada nas mesmas penalidades aplicadas ao horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. O plenário do TSE precisará julgar em definitivo o mérito da liminar concedida pela ministra Estela Aranha, estabelecendo o limite exato entre a propaganda oficial e o livre exercício de manifestação durante atos presenciais.

O que está em jogo: a extensão do poder da Justiça Eleitoral sobre manifestações públicas em atos de rua, o que afeta diretamente o alcance da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao tentar transferir o capital político de Jair Bolsonaro no Nordeste, cabendo agora ao plenário do TSE decidir o alcance das punições antes do primeiro turno.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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