Após aprovação expressiva no Senado e na Câmara dos Deputados, o senador Rodrigo Pacheco assume a cadeira deixada por Bruno Dantas na Corte de Contas.

O Congresso Nacional finalizou o processo de aprovação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Na Câmara dos Deputados, a indicação obteve 404 votos favoráveis e 61 contrários em deliberação realizada nesta quarta-feira, 2. A etapa encerra o trâmite legislativo para o preenchimento da cadeira deixada por Bruno Dantas, que optou por renunciar antecipadamente ao posto para focar em atividades profissionais e no meio acadêmico.
A chancela dos deputados federais ocorreu no dia seguinte ao aval expressivo dado pela Casa Alta. Em votação secreta conduzida na noite de terça-feira, 1º, os senadores manifestaram amplo apoio ao ex-presidente do Legislativo, registrando 63 votos a favor e apenas 4 contra. A formalização da escolha ocorreu por meio do PDL nº 995/2026, com assinaturas de parlamentares situados tanto na base governista quanto na bancada de oposição.
A articulação que pavimentou o caminho de Pacheco até a Corte de Contas foi liderada diretamente pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Entre os líderes que subscreveram o documento de indicação constam nomes de diferentes vertentes políticas, como Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Cid Gomes (PSB-CE), Camilo Santana (PT-CE) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), evidenciando a capacidade de aglutinação de forças construída pelo ex-mandatário do Congresso.
Advogado criminalista de formação, Pacheco atuou como conselheiro seccional da OAB em Minas Gerais entre 2007 e 2012 e como conselheiro federal de 2013 a 2015. Sua trajetória na política representativa teve início nas eleições de 2014, quando conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados e assumiu a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Eleito para o Senado em 2018, presidiu a Casa e o Congresso Nacional por dois mandatos consecutivos, de 2021 até 2025. O movimento para o tribunal ocorre após o parlamentar descartar eventuais disputas ao governo de Minas Gerais, sinalizando a conclusão de sua carreira eletiva.
O que esta em jogo: A migração de lideranças com trânsito nas principais legendas para órgãos de controle orçamentário reforça a relevância institucional do TCU na fiscalização dos recursos públicos e nas decisões sobre a higidez fiscal do Estado. A vaga preenchida pelo Legislativo garante que a análise técnica das contas governamentais siga pautada pelo equilíbrio institucional e pelo respeito aos princípios de responsabilidade com o dinheiro do pagador de impostos.
Com informacoes de revistaoeste.com.