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Caiado promete enquadrar facções como terroristas e denuncia avanço do crime no país

Em debate presidencial, Ronaldo Caiado defende endurecimento penal contra facções criminosas e critica postura do governo federal na segurança pública.

Por Redação Ponto FixoPublicado 23/08/2026 às 22h02· 2 min de leitura
Caiado promete enquadrar facções como terroristas e denuncia avanço do crime no país
Foto: Record TV Goiás / Wikimedia

A crise de segurança pública que assola o país e compromete a soberania nacional ganhou destaque contundente no cenário eleitoral. Durante o debate presidencial promovido pela Band em 23 de agosto, o candidato Ronaldo Caiado (PSD) fez duras críticas à expansão do narcotráfico e das organizações criminosas no território nacional, afirmando categoricamente que “o Brasil tem territórios confiscados pelo crime”.

O ex-governador de Goiás concentrou suas declarações no combate direto a grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontados por ele como os principais responsáveis pelo clima de instabilidade e violência generalizada. Caiado assegurou que, caso seja eleito, tomará medidas drásticas para reverter esse quadro: “Bandido não vai mandar mais a um palmo neste país”, prometeu, ao anunciar a intenção de classificar legalmente as facções criminosas como organizações terroristas.

A crítica política também mirou diretamente a condução do atual governo federal em relação à ordem pública. De acordo com o candidato do PSD, a perda de controle de determinadas áreas urbanas e rurais decorre da falta de pulso e de diretrizes firmes da atual administração. Ao sustentar que “se você não tiver segurança pública, você não tem governabilidade”, Caiado declarou que a conjuntura atual reflete conivência e afirmou que o presidente Lula “se ajoelhou” para a criminalidade organizada.

Entre as propostas apresentadas para combater a criminalidade, Caiado defendeu a integração das forças policiais, o emprego ostensivo de inteligência artificial e uma descentralização de competências, permitindo maior autonomia aos Estados. “Autorizarei os governadores a legislar sobre essas áreas”, afirmou, apostando no federalismo como mecanismo para dar agilidade às respostas estaduais contra o avanço das quadrilhas.

Para exemplificar seu modelo de gestão penitenciária, o candidato citou a experiência implementada durante seu mandato em Goiás, com rigor máximo no sistema prisional voltado a criminosos de alta periculosidade. Entre as medidas citadas como indispensáveis para conter a articulação das lideranças de dentro dos presídios, Caiado destacou a adoção de scanners corporais, monitoramento ambiental e o fim do direito à visita íntima para detentos faccionados.

O que esta em jogo: A segurança pública consolidou-se como um dos pilares centrais da agenda política brasileira, impactando diretamente o direito de ir e vir, a preservação da família e o desenvolvimento econômico do país. A discussão sobre o enquadramento de facções como entidades terroristas e o endurecimento das regras penitenciárias reflete a crescente demanda da sociedade por ordem, autoridade estatal efetiva e proteção inegociável ao cidadão de bem contra o poder paralelo do crime.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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